Pimentas espaciais fizeram parte da noite da comida mexicana na ISS (Estação Espacial Internacional), da Nasa. As plantinhas foram colhidas essa semana do APH (Habitat Artificial para Plantas), pelas mãos dos mesmos astronautas que as plantaram.

As plantas cresceram em um ambiente sem os limites da gravidade e ficaram em ângulo de 45 graus. O APH parece um terrário e tem as dimensões semelhantes a um microondas. Elas nunca viram o Sol e nem sentiram vento. No entanto, sua breve existência significa muito para o futuro do cultivo extraterrestre, de acordo com a Wired.

Astronauta come comida mexicana no espaço

Astronauta come comida mexicana no espaço – (Imagem: Nasa)

As 26 pimenteiras foram colhidas com tesouras e coladas em uma placa de quatro em quatro para fotografia. Cerca de metade será consumida pelos astronautas da equipe de Mark Vandahei e o resto congelada para ser estudada na Terra.

Na Nasa, quatro engenheiros e cientistas de botânica acompanharam o cultivo, que levou 138 dias. Desde 2014, experimentos tentam cultivar plantas no espaço e o sucesso das plantas abre caminhos para manter humanos muito longe da Terra por um longo período.

Pimentas com 80 sensores intensidade de luz ajustável

Estação Espacial Internacional, onde crescem pimentas

Estação Espacial Internacional – Imagem: Divulgação/Nasa

A cientista Lashelle Spencer, do Kennedy Space Center, ajudou no monitoramento da experiência. Mais de 80 sensores controlam temperatura, umidade e emissão de dióxido de carbono no terrário. A intensidade da luz podia ser ajustada, assim como o fornecimento de água para a planta.

As pimentinhas fazem parte de uma cepa geneticamente modificada da variedade Española do Chile Pepper Institute em New Mexico. Entre as vantagens de seus frutos, uma quantidade maior de vitamina C para os astronautas.

Muitas fases do crescimento das plantas tiveram que ser improvisadas, como a polinização, que era feita pelos astronautas. A água também era fornecida só até uma determinada quantidade, sensores nas raízes indicavam quando era suficiente.

A mesma tecnologia para as pimenteiras pode vir a ser usada na Lua ou em Marte. Experimentos de biologia espacial podem ir ainda mais além, usando biomassa para reciclagem.

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