Nos últimos meses, o mundo observou uma verdadeira corrida das big techs para investimentos em prol do famigerado metaverso — o ex-Facebook até mesmo mudou de nome para Meta. Curiosamente, a gigante Apple parece que vai nadar contra a maré e não vai priorizar a tecnologia e um de seus futuros lançamentos.

Segundo o último boletim divulgado por Mark Gurman, da Bloomberg, a empresa da maçã rejeitou a ideia de um metaverso (uma espécie de mundo virtual) para o seu headset de realidade mista. Com isso, a comunicação, a visualização de conteúdos e jogos devem seguir como foco do dispositivo.

O que se sabe sobre o dispositivo VR/AR da Apple

Com o suspense da Apple, pouco se sabe sobre o futuro headset de realidade virtual e realidade aumentada da companhia. Vazamentos iniciais apontavam para um dispositivo com resolução de 8K por olho e mais de 12 câmeras, mas telas de 4K por olho com até oito câmeras parecem ser a principal aposta.

Outras especulações apontam que o novo chip do aparelho não terá o motor neural da Apple baseado em inteligência artificial (IA) e machine learning. Além disso, ele deverá ser projetado para melhores envios e recebimentos de dados e compactação e descompactação de vídeos, tornando-se “dependente” de outros aparelhos da maçã.

Uma das hipóteses é de que o headset de realidade mista seria apenas uma forma de pavimentar a chegada de um futuro óculos de realidade aumentada da Apple. Ou seja, o aparelho serviria apenas para fomentar o desenvolvimento de apps para outro produto e o preço entre US$ 1 mil e US$ 3 mil justificaria essa exclusividade.

Já sobre o lançamento, o analista Ming-Chi Kuo previu anteriormente que um headset “estilo capacete” chegaria ao mercado em 2022, mas o The Information sugere que a produção em massa dos chips do aparelho deve começar em, no mínimo, um ano. O dispositivo em formato de óculos pode chegar três anos mais tarde, em 2025.

Não ao metaverso

Caso as novas especulações forem verdadeiras é estranho pensar em como a Apple resolveu ignorar o hype em torno do metaverso. Como o dispositivo focará em jogos e comunicação, a empresa poderia aproveitar o lançamento para divulgar algum mundo virtual próprio, mas ao que parece, isso não vai acontecer.

Das duas uma: ou todo esse hype em torno da tecnologia vai passar rápido ou a companhia da maçã terá que correr atrás do prejuízo e se apoiar em parceiros do metaverso. Independentemente do desfecho, é quase certo que a big tech tenha alguma carta na manga e que fará seus próximos movimentos de forma discreta.

Via: Engadget

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