Imagem: Divulgação/Riot Games

Matéria produzida em parceria com Igor Shimakuburo

O League of Legends pode ser, nem sempre, o local de diversão preferido dos jogadores. Lançado há quase 13 anos e sendo constantemente atualizado, o meta do jogo já mudou inúmeras vezes fazendo com que alguns campeões não sejam sequer sombra do que eram no passado.

Já no meio destas atualizações, alguns metas roubados podem ou não ter deixado alguns jogadores com saudades, uma vez que muitos destes acabavam sendo frustrantes ou não tinham uma forma efetiva de serem counterados. A equipe do TecMasters resolveu fazer uma pequena viagem no tempo e lembra a seguir alguns dos metas mais estranhos que foram vistos no League of Legends.

10 metas que não deixaram saudades no League of Legends

Master Yi AP

O famoso espadachim do League of Legends passou por uma pequena mudança recente, que até o enfraqueceu. Apesar de ainda ser o pesadelo de muitos jogadores por conta do seu dano excessivo, esse nem sempre foi o seu principal problema.

Até o ano de 2012, antes de passar por um outro rework, o Master Yi poderia fazer uma build AP, que praticamente não o deixava morrer. Graças ao seu W, que dá cura até os dias de hoje, o campeão conseguia regenerar uma quantidade absurda de vida podendo tankar o dano de mais de um campeão inimigo e até mesmo torres, tudo junto.

O seu dano era menor do que o visto com as builds de crítico, mas ainda era o suficiente para fazer uma boa limpa nas teamfights.

Primeiro rework do Mordekaiser

O Mordekaiser passou por um rework completo em 2019, mas o Ravenã de Ferro já teve um rework mais controverso em 2015. Nesta oportunidade, o campeão, que antes era usado no meio e topo, foi parar como um carregador da bot lane e chegou a ser o principal meta de um patch durante o campeonato mundial de League of Legends do mesmo ano.

A Riot Games, como gosta de inovar com campeões e em reworks, concedeu a possibilidade do Mordekaiser poder controlar a alma de dragão, não a alma atual, algo mais como um espírito. Assim, os jogadores tinham que enfrentar em suas lanes tradicionais não apenas os seus inimigos, mas um dragão capazes de atacá-los e causar muito dano a torre.

Após o mundial de 2015, a Riot Games identificou o problema e fez diversos nerfs no Mordekaiser, que voltou a ficar esquecido no cenário competitivo e deixou de aparecer com frequência no bot, mas que pôde continuar tendo seu próprio “pet”.

Dragão Quimtec

O dragão Quimtec ainda pode estar bem fresco na cabeça dos jogadores, afinal, o mesmo fez a sua estreia no fim de 2021 e foi removido logo no começo de 2022 do League of Legends. Já o que tornava o dragão tão frustrante é que uma “zona de gás” era adicionada em quatro partes de Summoner’s Rift.

Como era de se esperar, devido a essa zona deixar campeões inimigos invisíveis, os times que ficavam atrás no placar tinham poucas chances de reagir e ainda tinham que gastar o seu pouco ouro em sentinelas detectoras. Não apenas isso, o Rengar começou a ganhar destaque com uma mudança, que o fazia, literalmente, pular sem parar dentro da zona de gás.

Turíbulo Ardente

Um meta que chegou a quebrar até mesmo o cenário competitivo foi o do Turíbulo Ardente, um item feito por suportes. Com o mesmo, ao conceder um escudo ou ao curar, o aliado a receber tal “benção” ganharia de 20% a 35% de velocidade de ataque.

O item apareceu no patch 7.2, em 2017, do League of Legends e se mostrou muito quebrado já que nem mesmo a maioria dos itens normais de ADCs concediam a mesma velocidade de ataque. Assim, Lulu e outros suportes de peel apareceram junto a diversos hyper carry, como o Kog’Maw, que virava uma “metralhadora de cuspe” com o seu W ativado.

Primeira Evelynn

As mecânicas que deixam os personagens invisíveis sempre foram um problema para os jogadores. Já a Evelynn atual continua tendo essa mecânica, mas no passado, a campeã podia ficar invisível a partir do nível 1.

O fato da campeã ter tal capacidade fazia com que ela não fosse utilizada apenas na selva, mas também no mid. Para não ter que lutar contra um “fantasma”, não estamos nem falando do feitiço de invocador, ou para ter ao menos uma noção de onde estava Evelynn, a única solução era comprar uma sentinela detectora (ainda rosa na época) e colocá-la no meio da lane.

Como se apenas lutar contra algo sumindo não fosse um problema, para ajudar mais, a Evelynn quase não tinha tempo de recarga para sua habilidade Q e ainda fazia uma build full AP.

Sion AP

É fato que o Sion está mil vezes mais bonito que o antigo Sion? É fato. Mas apesar do rework feito pela Riot Games no Colosso Morto-Vivo ter sido necessário, o kit de habilidades de oito anos atrás do campeão permitia que ele fosse jogado com uma build AP.

O combo era o seguinte: stun point and click no inimigo com a skill Q seguido da habilidade W, que inicialmente concedia escudo ao campeão e depois explodia, causando uma quantidade considerável de dano. De forma curta e grossa: era roubado e não havia counterplay.

Quem duvida pode conferir o roubo de Barão de Kami, ex-mid laner da paiN Gaming.

Flâmula de Comando + Portal de Zz’rot

Quem reclama da Força do Vendaval talvez não tenha vivido na época dos itens Flâmula de Comando e Portal de Zz’rot. O primeiro não oferecia regeneração de vida para aliados próximos e aumentava o dano de tropas aliadas próximas, como transformava um de seus minions em um super minion.

Já o segundo concedia 55 de armadura e resistência mágica, além de 125% de regeneração de vida. Pouco? Sua ativa criava uma mini base que spawnava minions do vazio. Como se não fosse o bastante, esses minions diferenciados ainda davam mais dano à torre inimiga.

Conseguem imaginar como era esse combo? O split push com Quebracascos fica “no chinelo” perto desses finados itens.

9 pots e 2 wards

Lâmina de Doran ou Poção Corrupta? Que nada! O meta de nove anos atrás no League of Legends era de 9 poções de vida e 2 sentinelas. A build inicial dava grande poder de sustain na lane e ainda oferecia visão extra desde o começo para não levar ganks do jungler inimigo.

Difícil mesmo é lembrar como os players acertavam o last hit naquela época.

Meta de Swap

Em meados de 2014, o League of Legends foi dominado por um meta global de “swap” (“inversão”, em tradução livre). Nele, um das bot lanes ia diretamente para o topo, enquanto a outra permanecia na rota inferior — tudo isso no level 1. Os top laners, inclusive, começavam na selva junto com o jungler, antes dos confrontos 2vs1.

A ideia nesse caso era levar a torre o mais rápido possível para abrir o mapa mais cedo, o que facilitava a execução de objetivos. A estratégia também era utilizada para matchups desfavoráveis, mas o League of Legends tratou de nerfar esse meta algum tempo depois.

Sem ADCs na bot lane

O patch 8.11 do League of Legends talvez não traga boas memórias para os ADCs, mas fato é que, na época, nerfs em alguns itens e nos próprio atiradores fizeram com que a bot lane fosse dominada por campeões de corpo a corpo, como Yasuo, Mordekaiser, Jarvan e companhia.

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