O ano pode até ter mudado, mas a aparição da chuva de meteoros Quadrântidas não. O fenômeno, que costuma tomar o céu anualmente nos cinco primeiros dias do ano, atingirá seu pico na tarde desta segunda-feira (3) e, durante algumas horas, diversas estrelas cadentes vão passar pelo céu.

Para quem não conhece, o nome Quadrântidas é derivado de Quadrans Muralis, uma antiga constelação criada em 1795 pelo astrônomo francês Jérôme Lalande que incluía partes de Boötes e Draco. Elas são conhecidas por seus meteoros “bola de fogo” brilhantes que deixam grandes explosões de luz e cor por onde passam.

Diferentemente da maioria da chuva de meteoros que se originam de destroços de cometas, elas vêm do asteroide 2003 EH1, uma espécie de cometa extinto descoberto há cerca de 19 anos. Aliás, alguns cientistas acreditam que a chuva tenha se originado de grãos de poeira deste cometa.

Os meteoros são resultados de pequenas partículas que entram na atmosfera. No caso das Quadrântidas, essas partículas atingem em torno de 145.000 km/h. Os pedaços de destroços então se aquecem devido ao atrito com o ar e geralmente são destruídos em menos de um segundo, em altitudes acima dos 80 km.

Como ver a chuva de meteoros Quadrântidas

Quem quiser observar o fenômeno já na primeira semana de 2022 é altamente recomendável situar-se em uma área de céu escuro, limpo e com mínimo de luminosidade, de acordo com a Nasa. Não será necessário o uso de instrumentos, uma vez que as estrelas cadentes são visíveis a olho nu durante a noite.

O pico da chuva de meteoros Quadrântidas ocorrerá por volta das 17h40 (horário de Brasília) e cairá cerca de 50% apenas duas horas depois. A maneira mais fácil de encontrar a chuva será olhar para o Norte em busca da constelação Ursa Maior — o grupo de sete estrelas brilhantes usadas para navegação.

Em algumas raras regiões será possível observar até 200 estrelas cadentes por hora, mas em regiões como o Reino Unido esse número tende a cair para 50 estrelas cadentes por hora.

Vale frisar que esta é a primeira chuva de meteoros de 2022. Para alguns, observar o fenômeno pode ser o que faltava para começar o ano com o “pé direito”. No entanto, quem não conseguir observar o evento terá outras oportunidades de visualizar fenômenos ao longo do ano.

Via: Daily Mail

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