O preço do Bitcoin esteve abaixo de US$ 41.000 no dia 7 de janeiro, chegando ao seu nível mais baixo desde 29 de setembro de 2021. Bloqueios de internet no Cazaquistão afetaram o mercado global. O país é o segundo lugar que mais minera no mundo, após os EUA.

Sobrou efeito colateral até para o mercado tradicional de ações. Nos EUA, comentários do banco federal de que o auxílio da pandemia seria suspenso levou a uma corrida para vender ações e baixou o preço dos tokens.

O Bitcoin caiu para o valor mais baixo em três meses para US$ 40.749,90. A queda chegou a 2,9%.

O crescimento do Cazaquistão na obtenção de criptomoedas

O Cazaquistão é o segundo maior local de mineração de criptomoedas do mundo. Sua popularidade como local para obter criptomoedas cresceu depois que o país vizinho, a China, impediu a mineração.

O governo chinês alegou preocupação com o dano ambiental da obtenção de criptomoedas, que requer alta energia. Além de proibir a mineração, a China anunciou ter a intenção de proibir também o comércio de criptomoedas e até aplicativos associados ao metaverso.

O Cazaquistão é um país rico em usinas térmicas e carvão, o que torna a energia no país relativamente barata. Representa 18% do processamento de Bitcoin, de acordo com o Cambridge Centre for Alternative Finance. No entanto, anúncios de aumento de preço no valor do combustível iniciaram uma onda de protestos no país. O governo cazaque respondeu com o bloqueio da internet. Cerca de 15% da rede de criptomoedas caiu, a mineração ficou prejudicada.

Já há anúncios de empresas de mineração que pretendem mudar de país para economias mais estáveis e onde energia renovável esteja disponível. O empresário cazaque da Xive.io anunciou que buscaria soluções nos EUA.

Infographic: China's Bitcoin Crackdown Shifted the Mining Landscape | Statista Fonte: Statista

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