Nesta quinta-feira (6), a Uber anunciou uma grande mudança para seus serviços de delivery aqui no Brasil. Em comunicado à imprensa e com citações de “mudanças de estratégia”, a companhia informou que as operações de entregas de restaurantes do Uber Eats serão descontinuadas a partir do dia 8 de março.

Isso significa que os usuários terão até o dia 7 de março para pedir comida pelo aplicativo. Após a data, o Uber Eats focará no delivery de compras de supermercados, atacadistas e lojas especializadas com a Cornershop by Uber e na entrega de pacotes pelo Uber Flash.

“Os usuários poderão usar o app do Uber Eats para aproveitar a melhor seleção de supermercados e atacadistas do Brasil, assim como itens de decoração, papelaria, bebidas e produtos para pets, entre outros. A Cornershop by Uber está disponível em mais de 100 cidades em todo o Brasil e, em 2021, quase triplicou o número de pedidos”, disse o comunicado da empresa.

Além disso, o documento afirma que a companhia expandirá o serviço Uber Direct, produto corporativo que permite que lojas façam entregas no mesmo dia para seus clientes. Segundo a Uber, a modalidade cresceu cerca de 15 vezes em números de viagens no último ano, muito em função de grandes marcas que aderiram ao serviço.

Números do Uber Eats no Brasil

Apesar de nenhuma justificativa ter sido divulgada, um levantamento feito pela Mesurable AI feito em setembro do ano passado revelou que as operações do Uber Eats no Brasil não vinham bem. A divisão até apresentou números melhores que o da Rappi, mas ficou longe de perseguir a líder iFood.

Mercado de delivery de comida no Brasil, incluindo iFood, Uber Eats e Rappi

Participação das principais empresas no mercado brasileiro de delivery de comida – Imagem: Divulgação/Mesurable AI

Em março de 2020, o Uber Eats chegou a alcançar uma fatia de 25% do mercado tupiniquim de delivery de comida. Mas até o primeiro semestre de 2021, as operações caíram consideravelmente. Em abril do ano passado a porcentagem chegou a apenas 8%, enquanto em junho a taxa ficou em 13%.

Além disso, vale lembrar que o anúncio da Uber acontece um dia após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionar um projeto de lei que obriga os aplicativos de delivery a oferecer seguros contra acidentes e auxílios financeiros a entregadores diagnosticados com Covid-19 durante a pandemia.

Resta saber como ficará o mercado após a medida. O iFood abocanhará a fatia que será deixada pelo Uber Eats ou a ação vai permitir a ascensão de Rappi e de outros serviços de delivery de comida? Só o tempo dirá.

Fonte: Uber

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