Recém-divulgada ao público, uma decisão judicial trouxe à tona o caso de dois policiais do Departamento de Polícia de Los Angeles, dos Estados Unidos, demitidos por ignorar um assalto em 2017. Segundo a apuração, os oficiais preferiram capturar monstrinhos em Pokémon Go à capturar um criminoso na vida real.

A investigação aberta há cerca de cinco anos constatou que os policiais Louis Lozano e Eric Mitchell ignoraram um pedido de reforço de um comandante durante um assalto na cidade de LA. Isso porque as autoridades estavam empolgadas demais em capturar um Snorlax e um Togetic no jogo mobile Pokémon Go.

“Por aproximadamente mais de 20 minutos, o sistema de gravação DICVS capturou os policiais discutindo sobre Pokémon enquanto eles dirigiam para diferentes locais onde as criaturas virtuais aparentemente apareciam em seus dispositivos móveis”, revelou o documento.

O sistema chegou a gravar diversas conversas durante o trajeto, estritamente focadas em capturar os pocket monsters. Inclusive, mesmo depois de Mitchell ter capturado Snorlax, eles resolveram estender “a jornada” em busca do Togetic. A “aventura” só foi finalizada após a segunda captura.

“Não era por conta de Pokémon Go, juro”

Os policiais então foram então foram acusados de não atender ao pedido de patrulha, jogar Pokémon Go durante o expediente e dar declarações falsas sobre o caso. Eles até admitiram ter ignorado o chamado, mas juraram de pé junto que não foi por conta do jogo mobile da Niantic. Não colou.

As investigações deixaram claro que o game foi o motivo para não prestarem suporte ao comandante. Os representantes de Lozano e Mitchell tentaram apelar da decisão, alegando que o uso das imagens do DICVS violava as proteções sobre conversas privadas entre policiais, mas o pedido foi negado no último dia 7.

É possível que até mesmo os oficiais concordem que passaram (e muito) do limite. Ao menos eles concluíram uma das “missões” programadas para o dia.

Via: Kotaku

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