A Nasa – a agência espacial dos Estados Unidos – decidiu adiar a data prevista para o homem voltar à Lua depois da primeira missão tripulada, em 1972. Em vez de 2024, como originalmente planejado, a missão Artemis – que promete levar novamente uma missão tripulada ao satélite natural da Terra – ficou para 2025; pelo menos por enquanto.

O motivo da mudança seria o atraso nos processos recentes sobre os contratos do módulo lunar da agência, além de mudanças no escopo de alguns dos programas da Nasa e, claro, reflexos da pandemia.

O último imbroglio começou quando a concessão do contrato para construir um veículo de pouso à SpaceX, de Elon Musk, foi aprovado por um juiz norte-americano.

Jeff Bezos, à frente da rival Blue Origin, contestou a decisão dizendo que o contrato deveria ser concedido a mais de uma empresa. Bezos perdeu o processo judicial e a Nasa afirma que toda essa “novela” custou quase sete meses em litígios – o que contribuiu para o adiamento do retorno humano à Lua.

“Retornar à Lua o mais rápido e seguro possível é uma prioridade da agência. No entanto, com o processo recente e outros fatores, o primeiro pouso do programa Artemis provavelmente não ocorrerá antes de 2025”, afirmou Bill Nelson, administrador da Nasa.

A volta à Lua

A missão Artemis será a primeira a enviar uma mulher à superfície lunar. O cronograma atual prevê a primeira etapa do programa espacial para fevereiro de 2022, quando a Nasa irá lançar a espaçonave Orion, mas ainda sem tripulação.

Ainda antes de pessoas voltarem a caminhar na Lua, a agência espacial norte americana vai lançar, em 2024, um foguete que voará em torno da Lua durante três semanas. A ideia é testar todos os sistemas antes de colocar pessoas a bordo da espaçonave.

Espaçonave Orion Nasa

Orion, espaçonave que vai levar missão tripulada à Lua, agora, em 2025 – Imagem: Nasa

Assim, em 2025 – 53 anos depois da missão Apollo 17 – a previsão é que a tripulação pouse no pólo sul da Lua; região sem luz em que se acredita existir reservas de água gelada.

E 2024?

A meta inicial de 2024 havia sido definida pelo ex-presidente Trump no lançamento da Missão Artemis – agora, com os atrasos enfrentados, a data foi postergada.

A Nasa estava comprometida com um custo de US$ 9,1 bilhões para desenvolvimento da Orion até 2024. Não vai ser suficiente. Para cumprir os novos cronogramas, vai ser preciso mais financiamento do Congresso.

Via: CBS News

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