Por conta do momento atual da pandemia, com o número de casos voltando a subir por conta das variantes identificadas, era de se esperar que empresas apresentassem soluções para ajudar no combate à doença durante a CES 2022.

Esse foi o caso da Air-Clenz Systems, que apresentou um monitor capaz de filtrar vírus e bactérias que os usuários emitem e, em seguida, liberar ar limpo.

Embora não tenha planos para entrar no mercado de monitores – já que usou para demonstração displays da LG e da Acer -, o filtro, que é uma moldura aplicada à tela, suga as partículas e expele ar fresco de um conjunto de ventiladores na parte traseira.

Air-Clenz

Imagem: Air-Clenz

Segundo o fundador e o CEO da empresa, Ronald Blum e Stuart Sheldon, o objetivo da companhia é licenciar a tecnologia para que algum fornecedor de hardware possa utilizá-la em suas criações.

A Air-Clenz também não é uma fabricante, ela depende então de que um parceiro compre o projeto e cuide da produção. Portanto, há muitos fatores a serem resolvidos antes que a novidade possa chegar ao mercado.

Embora a tecnologia tenha sido mostrada funcionando em notebooks e monitores, os executivos da empresa revelam que ela pode ser incorporada a outros dispositivos. Em seu site, há indicação de que a novidade pode ser usada, por exemplo, em salas de aula ou em um refeitório.

Segundo a empresa, a tecnologia consegue filtrar até 99,97% das gotículas e aerossóis emitidos pela tosse. Além disso, a solução pode ser o ideal para algumas empresas que possuem mesas tão pequenas e tão próximas umas das outras que não conseguem acomodar purificadores de ar para seus funcionários.

Air-Clenz

Imagem: Air-Clenz

No entanto, como observa Aaron Collins, um youtuber que costuma testar a eficácia de máscaras de proteção, o monitor pode ser uma boa ideia, mas que, por conta da flutuabilidade e outros movimentos do ar, pode ser que algumas partículas exaladas não chegam à tela e, consequentemente, não sejam capturadas.

Vale citar também que, apesar da proposta, o purificador da Air-Clenz não substitui o uso de máscara. Isso porque as pessoas não olham diretamente para as telas em 100% do tempo. Portanto, seu uso ainda é importante.

Os custos da implementação da tecnologia ainda não foram definidos. No entanto, ao comentar sobre o assunto, Sheldon disse que o valor
seria menor se comparado com a quantia perdida por conta de um funcionário doente.

Via: Tom’s Hardware

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