A Meta (ex-Facebook) é conhecida por dar grandes passos em direção à realidade virtual e aumentada. Em um de seus projetos mais ambiciosos, a empresa quer criar uma luva háptica que reproduz sensações como agarrar um objeto ou passar a mão em uma superfície.

Apesar de ainda não ter revelado oficialmente o novo projeto, a Meta fala abertamente sobre o dispositivo – que a empresa acredita ser o futuro da interação de realidade virtual e aumentada.

De maneira simplificada, o protótipo é uma luva forrada com cerca de 15 almofadas infláveis conhecidas como atuadores. Elas são dispostas ao longo da palma da mão do usuário e nas partes inferior e ponta dos dedos.

Na parte traseira, há pequenos marcadores que oferecem a câmeras a possibilidade de rastrear como os dedos se movem no espaço. Além disso, a luva conta com sensores internos que capturam como os dedos do usuário estão se dobrando.

Quando a luva é colocada, um sofisticado sistema ajusta o nível de inflação das almofadas, criando pressão em diferentes partes da mão. Caso o usuário toque um objeto virtual com a ponta dos dedos, terá a sensação desse objeto pressionando sua pele.

A tecnologia se baseia na robótica leve, substituindo grandes equipamentos. A Meta trabalha nisso desde que adquiriu a startup Oculus VR em 2014.

Apesar do conceito não ser inteiramente novo, o que a Meta busca é entrar no mercado doméstico – algo que a maioria das fabricantes desses equipamentos ignora.

Desafios para a Meta

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Imagem: Divulgação

Apesar das ideias, há ainda alguns desafios que devem ser enfrentados pela empresa. No caso das luvas, o equipamento pode oferecer uma noção dos contornos dos objetos, mas não distinções sutis entre as superfícies – o “restante” da experiência se baseia no poder sugestivo de imagens e sons.

“Você pode acariciar um cachorro, mas não sentiria a textura. Você precisa de atuação de alta densidade para conseguir realmente ter essa sensação, e esta luva não faz isso”, disse Katherine Healy, engenheira da Reality Labs, responsável pela produção do projeto para a Meta.

Além disso, as luvas ainda precisam de reduções drásticas de tamanho. Apesar do protótipo da Meta ser menor que alguns outros projetos, a empresa ainda precisa torná-lo leve o suficiente para que as pessoas sintam que podem interagir com o mundo real e também o virtual – além de ser totalmente sem fio.

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Imagem: Divulgação

Outro problema está no fato de que as luvas devem se ajustar com precisão à pele dos usuários. Isso pode exigir a criação de designs diferentes para cada comprador. Há ainda questões práticas sobre como limpar uma luva de alta tecnologia

“Com roupas normais, esperamos que sejam laváveis. Gostaríamos muito de poder criar uma luva que pudesse ser lavada”, comenta Healy.

De qualquer forma, as luvas da Meta podem representar um grande avanço para a tecnologia – embora ainda tenham que lidar com questões de segurança, já que há legislações específicas para produtos que coletam informações biométricas.

Via: The Verge

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