Ex-Facebook, a Meta finalmente justificou a mudança de nome, que faz alusão ao metaverso. Isso porque na última quinta-feira (9), a companhia de Mark Zuckerberg finalmente lançou o Horizon Worlds: seu primeiro experimento de plataforma social baseada em realidade virtual (VR), que promete novas experiências no universo digital.

O que é esse tal de Horizon Worlds?

Anunciado pela primeira vez em setembro de 2019 como um beta privado, Horizon Worlds nada mais é do que um ambiente virtual único e expansivo que permite interações como minijogos, criações e “passeios online” por usuários conectados a dispositivos VR. Na prática, é uma combinação de Roblox com a plataforma Oasis.

Neste ambiente, os criadores têm a capacidade de escrever um código básico que define as regras de como os objetos funcionam, seja para definir se uma arma deve atirar ao ter seu gatilho pressionado ou para construir uma estrutura de um evento de comédia que pode ser acessado livremente.

Inclusive, estes eventos e passeios são um dos principais recursos deste universo. É como visitar um ambiente virtual totalmente novo e imersivo, mas sem sair da cadeira. Para os gamers, há jogos como Pixel Plummet e Arena Clash que podem render boas horas neste “mundo paralelo”.

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Infelizmente, o Horizon Worlds foi disponibilizado apenas para os usuários do Facebook, maiores de 18 anos, residentes nos EUA e Canadá e não foi informado quando a plataforma chegará para outros mercados. Quem estiver habilitado poderá acessar a experiência por meio de um dispositivo Quest 1 (até 13 de janeiro de 2022) ou Quest 2.

De olho no futuro

O projeto está longe de ser o metaverso desejado pela Meta, mas deve ser uma espécie de teste para indicar o potencial do universo. Segundo a companhia, os testes com o beta resultaram em uma comunidade que foi capaz de criar “experiências únicas”, o que indica boas expectativas para o futuro.

E por falar em futuro, a Meta ressalta que a codificação de blocos em script tem sido feita inteiramente em realidade virtual, mas existem planos para que ela seja construída a partir de um desktop. Isso significará mais acessibilidade aos criadores e mais otimizações para a plataforma.

A segurança do ambiente também será um dos focos da companhia. Atualmente, já há uma política de conduta para os usuários e o próprio Horizon Worlds permite bloquear, silenciar ou denunciar pessoas. Novos desenvolvimentos no setor devem ajudar a tornar a plataforma ainda mais saudável.

Também no futuro é esperado que os usuários consigam ganhar dinheiro no universo — algo que ainda não foi liberado. Até lá, a Meta deve focar em criar novos mundos e experiências para atrair mais usuários, e os resultados disso devem ditar como Zuckerberg seguirá com seus planos ambiciosos para o metaverso.

Fonte: The Verge

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