Mesmo com as sanções impostas pelos Estados Unidos contra empresas chinesas nos últimos anos (e mais especificamente contra a Huawei), a companhia não parou de construir seu portfólio de produtos. Na última quinta-feira (23), a empresa apresentou novidades para o consumidor, incluindo algo que a colocará na corrida dos carros elétricos: o Aito M5.

Apesar do modelo de veículo da Huawei ser híbrido, a companhia quer bater de frente com gigantes como a Tesla no mundo dos carros elétricos, segundo acredita Richard Yu, diretor-executivo e CEO da unidade de negócios para consumidores e também da unidade de solução automotiva inteligente.

A começar pelo preço: o Aito M5 sairá, inicialmente, por 250 mil yuan (cerca de US$ 40 mil), um valor abaixo do preço do Model Y, que custa no mercado chinês cerca de 281 mil yuan (ou algo próximo a US$ 44 mil).

 

Richard Yu, CEO da divisão de carros inteligentes da Huawei, durante apresentação da empresa; ao lado esquerdo e direito do executivo aparecem dois carros elétricos Aito M5 da empresa

Richard Yu, diretor-executivo e CEO da unidade de negócios para consumidores e também da unidade de solução automotiva inteligente da Huawei, durante apresentação, acompanhado de dois modelos do elétrico híbrido Aito M5 – Imagem: reprodução/Huawei

 

“Queremos que nossos carros tenham um desempenho tão bom ou até melhor do que os carros premium de última geração”, afirmou Yu, durante a apresentação.

O Aito M5 é o primeiro da empresa com o HarmonyOS embarcado e também conta com características de produtos premium como sistema de som (incluindo no apoio da cabeça do motorista), sistema de luzes com 128 cores, painel inteligente e teto solar.

A tecnologia do veículo também suporta sistema de reconhecimento inteligente de rosto 3D, que permite fazer a identificação do motorista e ajustar automaticamente o assento do carro com a identificação de perfil, podendo também apresentar informações de conteúdo personalizadas, sincronizadas com login da conta Huawei.

Os veículos Aito M5 da Huawei devem começar a ser vendidos na China em fevereiro de 2022.

Contra-ataque

Desde 2019, a Huawei vem enfrentando sanções impostas pelos EUA, durante o governo de Donald Trump, que colocou uma mira nas costas da empresa sob a alegação de que ela representa uma ameaça à segurança do país — mesmo o governo chinês e a própria Huawei terem rebatido as acusações.

Em abril de 2021, a chinesa apresentou seu contra-ataque, trabalhando em uma estratégia reformulada para o seu portfólio de produtos que tem como foco um investimento pesado em software.

À época, a companhia apresentou planos de trabalhar com fabricantes chinesas de carros com intuito de produzir veículos inteligentes, bem como desenvolver mais profundamente seu sistema operacional proprietário, o HarmonyOS.

Durante a apresentação feita na semana passada, a empresa consolidou essa estratégia com seus novos produtos e também mostrou números: de acordo com a empresa, o OS já está rodando em mais de 320 milhões de dispositivos, incluindo 220 milhões de dispositivos próprios da marca, mas também em outras 100 milhões em unidades de fabricantes terceiras.

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