A repressão do governo norte-americano contra empresas chinesas continua forte e não é de hoje que o país possui uma lista de “seletos escolhidos” para integrá-la. Nesta terça-feira (14), mais oito companhias asiáticas foram parar na ‘lista proibida’ dos EUA por suposto envolvimento na vigilância de muçulmanos. Entre as marcas está a fabricante de drones DJI.

As empresas chinesas serão incluídas na lista de “empresas do complexo militar-industrial chinês” do Departamento do Tesouro dos EUA. Assim, cidadãos americanos estarão proibidos de fazer qualquer investimento nessas companhias, informou o Financial Times.

A medida faz parte de um esforço do presidente Joe Biden para punir a China pela repressão aos muçulmanos e outras minorias étnicas na região de Xinjiang.

A Xiaomi está nesta mesma lista de bloqueio de investimento desde o início de 2021. Mas a empresa rebateu e disse que não estava de maneira alguma ligada aos militares chineses e que a falta de investimento dos Estados Unidos levaria a “danos imediatos e irreparáveis”. Em maio, o governo norte-americano concordou em suspender a proibição.

A DJI já está na lista de entidades do Departamento de Comércio; as empresas americanas que fornecem componentes à gigante dos drones precisam obter uma licença antes. Na época, o governo disse que esta lista incluía as empresas que “permitiam abusos em larga escala dos direitos humanos na China por meio de coleta e análise genética abusiva ou vigilância de alta tecnologia”.

Drone DJI em voo

Fonte: DJI

O que diz a DJI

A DJI afirma não ter feito absolutamente nada “para justificar ser colocada na lista” e que “os clientes na América podem continuar a comprar e usar os produtos da marca normalmente”.

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