A empresa chinesa Baidu realizou seu encontro anual de desenvolvedores no dia 20 de dezembro e o presidente Ma Jie apresentou seu aplicativo para o metaverso, XiRang.

Em 21 de dezembro, no entanto, a empresa enfatizou que o metaverso planejado ainda não está totalmente pronto. Apesar da empresa afirmar que a reunião de desenvolvedores, que teve acontecimentos no metaverso, foi a primeira conferência no gênero.

O desenvolvimento do aplicativo começou em dezembro de 2020, mas ainda faltam 6 anos para que esteja completo, disse Ma Jie. Detalhes no cronograma também não foram divulgados.

O XiRang pode abrigar 100.000 usuários virtuais em conferências, e Ma mostrou uma imagem de um estádio virtual que poderia servir para eventos.

Baidu aposta em metaverso de código aberto

A ideia é que o Baidu seja uma plataforma de código aberto para desenvolvedores do metaverso, uma infraestrutura para mundos virtuais. Por enquanto, o acesso será apenas na China.

Na demonstração do metaverso, alguns bugs ainda estavam presentes. Avatares passavam por paredes no metaverso e parte do cenário sumia para uma tela negra ou roxa, de acordo com a CNBC.

O metaverso XiRang não terá moedas digitais ou troca de itens como terrenos virtuais. Ainda assim, o presidente da empresa confirmou que a tecnologia em que o lançamento está construído tem similaridades com blockchain.

Três dias depois do lançamento, o governo chinês publicou um artigo, assinado pela comissão disciplinar central. O texto alerta sobre o perigo do hype (super valorização) do tema metaverso por algumas empresas e a necessidade de regulamentação do mercado financeiro virtual.

As características do metaverso do Baidu atendem ao que descreve o governo chinês como ideal. Ainda assim, é possível que a China continue a querer monitorar e regulamentar ainda mais novas tecnologias como o metaverso.

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