Apesar das previsões não muito otimistas para o mercado de chips, as vendas devem registrar um saldo positivo para 2022.

De acordo com um levantamento realizado pela seguradora Euler Hermes, as expectativas são de que a venda de semicondutores atinja um crescimento de 9%, ou US$ 600 bilhões — isso falando só do primeiro semestre deste ano.

O valor total angariado pelo mercado é ainda positivo se considerado o crescimento de 2021: no último ano, as vendas para o mercado de chips cresceram 26%, alcançando um total de US$ 553 bilhões. Ou seja, a expectativa para 2022 é ficar ainda acima do registrado para o ano passado.

Maior valor em venda não necessariamente significa que houve uma recuperação do mercado em termos de produção, vale ressaltar. Isso porque um dos motivos para o aumento no total registrado, de acordo com o levantamento, é justamente o preço dos chips, que ficaram maiores em comparação à média anterior devido à escassez prolongada.

Além do aumento nos preços, analistas da Euler Hermes destacam outros dois motivos principais para esse crescimento de 10%:

  • Demanda: o último ano registrou-se um aumento fora do comum para eletrônicos de consumo, como smartphones e computadores;
  • Portfólio de produtos: aumento do mix de produtos com valor agregado elevado, além do lançamento de semicondutores de nova geração com preços também maiores, ajudaram a elevar a previsão.

 

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Reprodução: Jeremy Bezanger/Unsplash

 

Um respiro para o mercado de semicondutores?

Essas previsões para as vendas devem se ajustar ao longo do tempo à medida em que os fornecedores globais de semicondutores se ajustarem à alta demanda em termos de produção, enquanto que a demanda vinda do próprio consumidor também se normaliza.

Mas, ao passo que a expectativa é de normalização, há alguns fatores que entram na equação final e podem continuar a impactar o mercado de chips.

De acordo com Aurelien Duthoit, consultor do setor para tecnologia e varejo da Euler Hermes, “eventos imprevisíveis e aleatórios” como a pandemia e cujos desdobramentos afetaram diretamente o funcionamento das principais fábricas de semicondutores, como as em polos de Taiwan e Coreia do Sul; bem como a “Guerra Fria Tecnológica” travada entre os EUA e a China pela soberania em TI também podem impactar profundamente os próximos meses.

Via: CNBC

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