Longe da normalidade. Essa é a realidade da cadeia de suprimentos de semicondutores. Se alguém ainda tinha a esperança de melhoria para o setor no ano que vem, Pat Gelsinger, jogou um balde de água fria nos mais otimistas. O CEO da Intel afirmou que não espera que a atual escassez de chips diminua antes de 2023.

Os comentários do executivo foram feitos durante uma viagem de negócios ao sudeste asiático, onde a Intel anunciou recentemente um investimento de US$ 7,1 bilhões para expandir sua fabricação na Malásia.

Os principais fabricantes de semicondutores em todo o mundo estão investindo em novas fábricas e no aumento da capacidade de produção para superar a crise atual e, mais do que isso, se proteger contra problemas similares no futuro. O problema é que fábricas não surgem da noite para o dia.

Gelsinger revelou que a capacidade adicional de produção na Malásia pode levar até três anos para produzir resultados relevantes. As expansões já anunciadas pela Intel nos Estados Unidos, Israel e Irlanda ainda estão longe de começar a produzir efetivamente.

escassez mundial de chips

Imagem: Pok Rie / Pexels

Motivos para o pessimismo realista

Nos últimos meses, grandes CEOs de empresas de tecnologia fizeram previsões otimistas de melhorias no fornecimento de chips em 2022. Mas, à medida que o sonhado controle da pandemia de Covid-19 volta a ser ameaçado com a nova variante Omicron se espalhando rapidamente, as expectativas estão sendo redefinidas.

Ou seja, o retorno à normalidade em 2022 parece cada vez mais longe de se tornar realidade. Enquanto isso, os consoles de última geração desaparecem das prateleiras rapidamente a cada novo lote, memórias RAM DDR5 são praticamente impossíveis de serem encontradas em estoque e as placas de vídeo até surgem no horizonte, mas a preços ainda fora da realidade também.

Falta muito para 2023?

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