Lançado na última terça (28), New World arrebatou mais de um milhão de jogadores em seus primeiros dias de atividade – 550 mil apenas nas horas iniciais de estreia. A equipe do TecMasters também enfrentou filas gigantescas, embarcou no MMORPG da Amazon e contamos tudo sobre a nossa experiência com o game para você.

Como MMOs são títulos complexos, com dezenas de sistemas integrados, diversas profissões, especializações únicas e uma longa campanha de leveling até podermos conferir o conteúdo de endgame, optamos por fazer um review em partes.

Isso significa que nossa análise de New World será do tipo “em progresso”, trocando uma análise mais longa – e única – por textos mais curtos e periódicos trazendo um pouco da nossa jornada no mundo de Aeternum.

Neste primeiro diário de aventuras, você pode conferir nossas impressões iniciais do título, saber mais sobre os aspectos técnicos do game e entender o que te espera assim que você embarca nessa jornada por um novo mundo. Então, é só vir com a gente!

O que esperar de New World?

New World coloca você no papel de um aventureiro em busca de tesouros em uma ilha repleta de riquezas, mas da qual ninguém voltou. Ao se juntar a uma expedição ao local, uma tempestade sobrenatural coloca toda a tripulação à deriva. O único sobrevivente? Você.

A partir daí, as terras de Aeternum são um livro em branco para que seu personagem – e outros aventureiros como ele, vindo de outras embarcações – escrevam a nova história do local. Claro que esse também é o pano de fundo ideal para um criar um MMORPG de mundo aberto, sem classes e rico em fauna e flora para serem explorados.

Você começa, sem nada, apenas com a roupa do corpo – em farrapos – e precisa desbravar todo um novo mundo. Confeccionar novas vestimentas e armaduras, se armar para enfrentar animais selvagens e monstros da Corrupção, caçar para poder se alimentar e evoluir suas habilidades como aventureiro dependem apenas de você.

A ideia do novo jogo da Amazon é jogar uma pitada de fantasia e esperança sobre a história das grandes explorações da humanidade, com conquistadores vagando o planeta à procura de novas terras, montando assentamentos e fundando novos governos. Sim, descobrir seu lugar numa sociedade em plena construção também faz parte do pacote de New World.

Abra os olhos, o que você vê?

A Amazon Games precisou de 5 anos, pelo menos 4 adiamentos e múltiplos períodos de Alpha e Beta para finalmente soltar New World no mundo. O que todo esse tempo e trabalho nos entrega de um ponto de vista técnico?

Acho que fica fácil começar falando dos gráficos: New World não vai ser o jogo – ou mesmo o MMORPG – mais bonito que você vai ver por aí. Isso não significa que o jogo é feio, apenas que o game não parece exatamente um título lançado em 2021.

A qualidade de texturas varia bastante, assim como o nível de detalhes em cenários, objetos e até modelos de personagens. Como dizem por aí: não parece algo compatível com o produto de uma empresa que vale trilhões de dólares.

Mas isso não é o fim do mundo. Afinal, esse é o primeiro grande teste da Lumberyard, motor gráfico criado pela Amazon exclusivamente para os jogos da casa. Como a engine é nova e foi feita com um objetivo mais generalizado – e menos específico – é natural que leve um tempo até o desenvolvimento com ela atingir um certo grau de maturidade.

Basta pensar na evolução da Creation Engine, da Bethesda, para entender como um motor gráfico como esse pode se beneficiar de aprendizados e atualizações constantes. Nossa percepção é que a Amazon Games fez o que era possível fazer no momento e vai aperfeiçoar esse trabalho cada vez mais.

Apesar disso tudo, a ambientação de New World é incrível. Você realmente se sente em um mundo vivo, com regiões distintas, sua própria ecologia, biomas diversos e absolutamente vivo, em todos os sentidos. Basta ver um cervo andando pela floresta contra o pôr do sol ou observar um fantasma vagando por ruínas esquecidas para que você deixe as minúcias técnicas de lado e sinta-se em casa – uma casa muito diferente.

Imersão em um novo mundo

As animações do jogo também são caprichadas. Cortar uma árvore, colher ervas ou pescar, tarefas que podem ser chatas em outros games, ganham um ar gratificante por conta de como elas são visualmente executadas em New World. Tente esfolar uma caça abatida e não lembrar de Red Dead Redemption 2 e sua atenção a detalhes deliciosos da jogatina.

O fator máximo de imersão e a maior bola dentro do estúdio de jogos da Amazon, no entanto, é o som. E nem estamos falando da trilha musical do MMO – que é, sim, muito bacana –, mas dos efeitos sonoros de absolutamente tudo no game.

Nenhum barulho parece fora de lugar ou gravado separadamente para ser juntado depois com o restante do material. Se você está em uma floresta, você ouve sons típicos do local, como vento, barulho da grama e animais correndo ao longe. Nas cidades, sons mais urbanos, de jogadores zanzando pra lá e pra cá até NPCs convocando heróis para missões.

“O som é definitivamente o ponto mais alto de New World”

O som feito por um golpe de espada carrega um peso diferente do estrondo de um martelo de guerra atingindo o inimigo. Picaretadas em um minério encravado no solo ecoam por toda a planície. Árvores caindo vão te dar um susto até você perceber que, calma, trata-se apenas de um jogo. O som é definitivamente o ponto mais alto de New World.

Equilíbrio é a palavra-chave

Para curtir tudo isso, no entanto, você tem que derrotar o primeiro chefão do jogo: suas longas filas de conexão. Em diversos momentos, há duas ou três vezes mais jogadores esperando para jogar do que efetivamente jogando New World. A espera pode chegar a mais de 90h em alguns casos.

Mas isso não é exatamente culpa da Amazon Games, que, inclusive, já admitiu que não esperava tamanha comoção em torno do MMO – que arrebatou meio milhão de jogadores simultâneos em um piscar de olhos.

Com o apoio da empresa-mãe, dona da AWS, o estúdio já abriu dezenas e mais dezenas de servidores extras para a jogatina, além de ter começado a ampliar a capacidade de cada mundo e prometer transferências de personagens para a próxima semana.

Mesmo assim, muitos jogadores insistem em tentar conectar apenas nos servidores mais populares de New World e ignoram locais com pouca ou nenhuma fila. É uma escolha pessoal, mas que afeta completamente a experiência dos jogadores e a opinião compartilhada a respeito do game.

Ok, mas será que não teria sido melhor que a desenvolvedora não tivesse limitado cada servidor a apenas 2 mil pessoas? Afinal, mesmo jogos mais antigos, como World of Warcraft trazem realms com populações múltiplas vezes maiores do que isso. Nossa resposta para isso é: não, a Amazon acertou em cheio no número.

Em primeiro lugar, vale dizer que, apesar de haver a limitação de 2 mil personagens em cada servidor, cada punhado deles é conectado entre si em grupos maiores, permitindo uma maior ou menor integração dependendo da demanda. Ou seja, na realidade cada microuniverso é muito maior e denso do que se imagina.

Depois, por mais paradoxal que isso pareça, a restrição da quantidade de heróis é algo que ajuda na imersão de New World. Os 2 mil jogadores simultâneos parecem o ponto de equilíbrio ideal entre criar um mundo vivo, mas que não seja frustrante.

Isto é, você sempre vê pessoas andando, caçando, minerando e enfrentando monstros por aí. Há uma lembrança constante de que se trata de um mundo massivo, não de uma jornada single-player. Ao mesmo tempo, nunca há gente demais a ponto de impedir que você se divirta tendo que disputar mobs e itens com outros jogadores. Tudo parece estar na dose certa.

Nos próximos capítulos…

Essas foram apenas as nossas impressões iniciais a respeito de New World. Na semana que vem, voltamos com um novo texto explicando um pouco do início da nossa experiência como um herói de Aeternum. Spoilers sobre o próximo capítulo? Temos, é claro!

  • Vamos falar como os momentos iniciais do game oferecem não só um tutorial perfeito para iniciantes, mas também uma ambientação completa para veteranos;
  • Traremos nosso aprendizado do que fazer (e não fazer) nas suas primeiras horas da jogatina, além de dicas preciosas para facilitar a sua vida no game;
  • E, claro, contaremos um pouco sobre os bugs que encontramos pelo caminho.

Nos vemos lá!

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