Divulgação: Huawei

Após sofrer duras restrições dos Estados Unidos que prejudicaram diversos segmentos da companhia, a chinesa Huawei está em negociações avançadas para vender seu negócio de servidores x86. As informações foram reveladas por fontes ouvidas pela Bloomberg que estão familiarizadas com a operação.

Segundo as fontes, existem diversos compradores em potencial — tanto do governo quanto do setor privado — surgindo nos últimos meses. No entanto, a empresa estatal Henan Information Industry Investment parece ser o comprador mais provável até o momento, dada sua parceria com os servidores da Huawei.

A fabricante de eletrônicos de consumo Huaqin Technology Co. Ltd. e uma empresa de gestão de ativos que representa o governo da província de Hubei também estariam envolvidas nas negociações, mas é incerto se elas vão concorrer separadamente ou se vão integrar algum consórcio.

Apesar de o valor exato da operação não ter sido divulgado, a expectativa é de que envolva bilhões de yuans, a moeda oficial da China. Contatada pela Bloomberg, a Huawei não quis comentar sobre o assunto. Já os potenciais compradores não responderam aos pedidos de comentários.

Sanções americanas afetam negócios da Huawei

A notícia sobre a possível venda de servidores da companhia chinesa é vista como uma das consequências das sanções americanas. Em 2018, ainda na gestão Trump, o país norte-americano destacou o risco de segurança nacional representado pelo uso de chips da Huawei nas redes de telecomunicações do país.

Como consequência, diversas empresas americanas, como a Qualcomm, foram proibidas de fornecer componentes móveis — incluindo aqueles usados em smartphones 5G — para a chinesa. Mesmo que algumas dessas restrições tenham sido amenizadas, grande parte das sanções americanas ainda não foram suspensas.

Naturalmente, essas proibições têm impactado os negócios da Huawei: a empresa acaba de reportar que a receita do terceiro trimestre ficou em US$ 21,2 bilhões (queda de 38%), a quarta baixa trimestral consecutiva nas vendas. Em comunicado, o presidente rotativo da empresa, Guo Ping, afirmou que suas divisões de consumo foram “significativamente afetadas”.

Contudo, uma possível venda dos servidores x86 deve ser encarada como algo positivo. A linha de servidores não é um negócio central da chinesa e desvincular-se da divisão deve abrir mais espaço de crescimento para a Huawei, que agora tenta se reestabelecer no mercado após sofrer um grande golpe dos EUA.

Fonte: TechRadar

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