Foto: Christian Wiediger/Unsplash

A Nvidia gastará US$ 10 bilhões para reservar os chips de 5 nanômetros (nm) da fundição TSMC. A escassez de chips faz com que as empresas gastem para prevenir que não fiquem sem processadores necessários para seus produtos.

A competição por chips começa na produção limitada de wafers (as placas de onde são retirados os chips). Os tamanhos de processadores mais avançados (como os de 5nm) são áreas ainda mais competitivas.

Os chips menores alteram dramaticamente o desempenho e a viabilidade essencial do produto. Assim, as empresas pagam bilhões para assegurar o produto. Quem não reservar não tem direito a chips de alto desempenho.

Nvidia lançará próxima série de produtos com codinome Ada Lovelace

A empresa prepara sua GPU de próxima geração Ada Lovelace com chips de 5nm da TSMC. As placas serão a série RTX 40 da Nvidia. Não é o primeiro gasto do tipo, com a Nvidia já tendo pago US$ 9 bilhões apenas para inventário e pagamento prévio para produtos futuros.

A série RTX 40 necessita dos chips de 5nm para conseguir maior velocidade (clock) e gastar menos energia. Placas com essas características farão a diferença para games. Atualmente, a Nvidia usa chips Samsung 8nm e seus produtos não conseguem atingir clock mais alto do que os produtos com chips de 7nm da AMD, mesmo usando mais energia.

Outra vantagem do chip de 5nm é maior capacidade de produção. Um wafer de 300mm pode ter mais chips de 5nm, pois são menores. Com a produção de mais chips, há maior lucro.

Apesar da escassez de GPUs decorrente da falta de chips em 2021, a Nvidia arrecadou US$ 3,42 bilhões, um crescimento maior que 37% em relação a 2020. Com a demanda por GPUs para mineração de criptomoedas diminuindo, mais placas devem ser direcionadas ao mercado gamer, de acordo com a PC Gamer.

Além da RTX 40 da Nvidia, a AMD RDNA3 e a Intel Arc devem usar os cobiçados chips de 5nm e chegar ao mercado até o final de 2022.

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