Após a hashtag “#TwitterApoiaFakeNews” estar entre os assuntos mais comentados da plataforma de microblogging nesta quarta-feira (5), o Ministério Público Federal enviou um ofício ao Twitter questionando a ausência de uma ferramenta/opção que viabilize a denúncia de desinformação sobre a Covid-19. O órgão deu até 10 dias úteis para empresa responder aos questionamentos.

Twitter é questionado por MPF por falta de opção para denunciar fake news da pandemia

Imagem: Twitter/Reprodução

Além de detalhes sobre essa disponibilização de meios de denúncia aos usuários da rede social, o procurador da República em São Paulo, Yuri Corrêa da Luz, também questionou o motivo de outros países contarem com o recurso — desde agosto de 2021, Estados Unidos, Coreia do Sul e Austrália testam recurso para denunciar tweets com fake news sobre a pandemia do novo coronavírus.

O documento também pede ao Twitter que “informe se estão sendo adotadas providências para que tal funcionalidade de denúncia seja disponibilizada também a usuários brasileiros e, em caso positivo, qual o prazo previsto para sua implementação na plataforma”.

De acordo com a rede social, “assim como todas as regras e termos de uso do Twitter, a política de informações enganosas sobre Covid-19 é global e vem sendo implementada inclusive no Brasil desde a sua publicação em março de 2020. Em nota ao G1, o Twitter disse também que “a ampliação do teste e eventual implementação da ferramenta dependerá dos resultados aferidos”.

Entretanto, a empresa disse que a política contra desinformação sobre a Covid-19 “não prevê a atuação em todo conteúdo inverídico ou questionável sobre a pandemia, mas em tweets que possam expor as pessoas a mais risco de contrair ou transmitir a doença”. “Nossa abordagem a desinformação vai além de manter ou retirar conteúdos e contas do ar. O Twitter tem o desafio de não arbitrar a verdade e dar às pessoas que usam o serviço o poder de expor, contrapor e discutir perspectivas. Isso é servir à conversa pública”, complementou ao portal G1.

Twitter é questionado por MPF por falta de opção para denunciar fake news da pandemia

Imagem: Markus Spiske/Pexels

Em relação à política de verificação, um comunicado da empresa diz que “o processo de implementação [da nova política de verificação] requer aprendizado e revisões, dado que é recente e está sujeito a imprecisões e equívocos”. “Todas as contas, incluindo as verificadas, devem seguir as Regras do Twitter. No caso de violação das regras por um perfil verificado, as medidas cabíveis poderão incluir a remoção do selo”, publicou.

Política do ‘selo azul’

A notificação do MPF também pede explicações sobre os critérios utilizados no Brasil para a verificação de contas, identificados por um selo azul, e “se, entre os critérios usados para negar tal status de verificação, está ou não o eventual envolvimento do usuário na veiculação de conteúdo desinformativo sobre temas de saúde pública”.

Usuários que compartilharam a hashtag na quinta também criticaram a decisão do Twitter em verificar contas já conhecidas por publicar desinformação sobre a pandemia.

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