Analistas da Mizuho Securities estimam que tanto o iPhone 16 (Apple) como o Galaxy S24 (Samsung) não devem apresentar saltos significativos na oferta de memória quando os dois aparelhos chegarem ao mercado ano que vem.

Isso porque, segundo o que diz a empresa de análise de mercado (via Revegnus, no X), o custo de diversos componentes essenciais para smartphones aumentou consideravelmente – o Snapdragon 8 de terceira geração é supostamente mais caro que seu predecessor, por exemplo – o que deve forçar as fabricantes de smartphones a tomarem uma abordagem mais conservadora na confecção da próxima geração de seus aparelhos.

A firma também considerou o que chamou de “ausência de evidência de inteligência artificial [IA] on device”, ou seja, atividades dos aparelhos que consigam tirar proveito de IA, mas sem necessariamente depender de uma fonte externa de armazenamento, guardando dados no próprio dispositivo.

Consequentemente, a Mizuho Securities afirma que o iPhone 16 e o Galaxy S24 deverão trazer a mesma capacidade de memória RAM que suas versões atuais.

Em termos práticos, é provável, pela interpretação da empresa, que o iPhone 16 traga a mesma configuração da linha atual da Apple – limitando-se em 8GB para os modelos “Pro” e “Pro Max” – ao passo em que a Samsung, segundo rumores anteriores, deve colocar um “teto” de 12GB no Galaxy S24 (provavelmente, na versão “Ultra” dele, mantendo os costumeiros 8GB nos aparelhos de base).

IA demanda memória que smartphones atuais não têm

A notícia, embora venha de uma análise cursória de uma empresa do setor, não traz tanta surpresa: nós mesmos já falamos aqui no site, em novembro, como aparelhos portáteis – smartphones e tablets, por exemplo – que tenham foco em atividades de IA exigirão muita memória RAM.

Especificamente, algo entre 12 GB e 20 GB, de acordo com a atividade executada.

Embora já existam aparelhos que atendam ao número mínimo dessa especificação, é importante ressaltar que ela refere-se exclusivamente a execuções mais simples, como a geração de imagens básicas. E as atividades mais poderosas – como assistentes digitais completamente alimentados por IA generativa – exigirão mais memória, mais processamento…mais tudo.

E não é nem difícil encontrar smartphones que atendam a esta demanda: o One Plus Ace 2 Pro foi anunciado com até 24 GB de memória RAM. Ainda mais recente, o Zenfone 10 também foi anunciado com 16 GB de memória RAM, sendo que o ROG Phone 5 teve modelos até com 18 GB.

O problema é que estes aparelhos estão no espectro mais alto da relação custo-benefício: o ROG Phone 5, que é um aparelho de duas gerações atrás na linha da Asus, não é encontrado por menos de R$ 5,5 mil na versão de 18 GB.

Mantendo-se fiéis à política de não comentar abertamente sobre produtos ainda não lançados, a Samsung e a Apple se mantiveram em silêncio sobre a conclusão dos analistas.

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