O NFT surgiu há algum tempo e tem tomado conta da internet. Há quem seja a favor e há quem seja contra a tecnologia. No caso da indústria dos games, isso não é diferente. Citando quem não vai com a cara dos NFTs temos Josef Fares, diretor de cinema e designer de jogos – um dos responsáveis pelo melhor jogo do ano, segundo o The Game Awards, “It Takes Two”.

Em entrevista ao Washington Post, ele disse que preferia levar um tiro do que adicionar NFT a um de seus jogos.

“Deixe-me dizer uma coisa: qualquer decisão que você tome em um jogo, onde você tem que ajustar o design para fazer o jogador pagar ou fazer algo que o faça querer que ele pague em dinheiro, isso está errado, se você quer saber. Se você faz um jogo com o objetivo de contar uma história, acho errado. Agora, se você perguntasse a um grande CEO que dirige uma empresa, ele diria que sou estúpido porque as empresas querem ganhar dinheiro. Mas eu ainda diria não. Para mim, jogar é arte”.

Para quem não está familiarizado com o termo, os NFTs (tokens não-fungíveis) são certificados digitais que indicam que aquela peça é única. Isso serve, principalmente, para obras de arte digitais.

Em outro momento, ele falou sobre insultar o Oscar. “Quando eu vim para o The Game Awards 2017, todo mundo falava da premiação como o ‘Oscar dos videogames’. Então, no palco, eu sendo eu, instantaneamente na minha cabeça eu estava tipo ‘dane-se o Oscar, estamos nos divertindo muito mais aqui’. Foi daí que veio. Não foi uma declaração de que acho o Oscar ruim”, comentou.

Ele também revelou planos para voltar a dirigir filmes eventualmente. Ele afirma que produzir um longa é como férias em comparação a fazer um jogo, que é algo muito mais complexo em sua opinião.

Via: WCCFTech

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