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Uma série de documentos da Uber foram vazados no último fim de semana e mostram algumas conversas privadas de funcionários de alto escalão da empresa. São aproximadamente 124 mil documentos internos que contam com e-mails, mensagens de texto e conversas de WhatsApp entre executivos da empresa.

Os arquivos, coletados de conversas ocorridas entre 2013 e 2017, trazem falas de pessoas como o ex-CEO Travis Kalanick em momentos de controvérsia para a Uber. Além de falar sobre suas estratégias de expansão global, essas conversas também descrevem a quebra de algumas regras para se estabelecer.

Uber

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Um dos principais pontos citados pela imprensa mundial é a presença do chamado “kill switch”, uma ferramenta interna que a empresa desenvolveu para proteger seus dados.

Durante uma abordagem da polícia no escritório da Uber em Montreal, um e-mail foi enviado por Kalanick solicitando que o botão fosse pressionado.

Travis Kalanick, ex-CEO da Uber

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Com isso, todos os tablets e computadores foram reiniciados ao mesmo tempo, fazendo com que as informações da empresa fossem protegidas. Segundo a Uber, essa estratégia foi adotada para “impedir que autoridades investiguem com sucesso as práticas de negócios da empresa, uma vez que interrompeu a indústria global de táxis”.

Além disso, em outro ponto das conversas, datado de 2016, Kalanick supostamente teria ordenado que funcionários franceses incentivassem os motoristas locais da Uber a protestar contra greves de táxi que estavam em andamento em Paris.

Quando um outro executivo disse que “bandidos de extrema direita” faziam parte do protesto, Kalanick disse que valia a pena mesmo assim e que “a violência garante o sucesso”.

Em nota, Jill Hazelbaker, vice-presidente sênior de marketing e relações públicas da Uber, disse que a empresa não vai “dar desculpas para comportamentos passados ​​que claramente não estão alinhados com nossos valores atuais. Em vez disso, pedimos ao público que nos julgue pelo que fizemos nos últimos cinco anos e pelo que faremos nos próximos anos”.

Por fim, um porta-voz de Travis Kalanick disse que, qualquer sugestão de que o ex-executivo “dirigiu, se envolveu ou esteve envolvido” em “conduta ilegal ou imprópria” é “completamente falsa”.

“A realidade é que as iniciativas de expansão da Uber foram lideradas por mais de uma centena de líderes em dezenas de países ao redor do mundo e em todos os momentos sob supervisão direta e com total aprovação dos robustos grupos jurídicos, políticos e de conformidade da Uber”, finaliza.

Via: The Verge/Engadget

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