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A Sony está preocupada com a influência que Call of Duty pode ter sobre as vendas de consoles futuramente, caso venha a se tornar uma franquia exclusiva de Xbox. Para a companhia, a franquia de tiro em primeira pessoa da Activision possui uma popularidade incomparável.

A aquisição da Activision pela Microsoft, vale lembrar, ainda está em andamento, o que significa que Call of Duty continuará sendo lançado para consoles PlayStation — ainda mais considerando os contratos de distribuição assinados antes da compra.

Esses contratos, porém, têm vencimento previsto para 2024. E, ainda que nada tenha sido confirmado até o momento, existe uma forte especulação de que a Microsoft irá transformar Call of Duty em uma franquia exclusiva de seu ecossistema de consoles e serviços (Xbox One, Xbox Series X/S, Game Pass e Cloud).

Este é o grande fator que preocupa a Sony, já que a companhia considera a franquia de tiro da Activision altamente popular, ao ponto de influenciar os gamers em relação à compra de consoles. Para a fabricante do PlayStation, não existe outra série de jogos que consiga rivalizar com Call of Duty.

Por ser uma das potências mais adoradas ao lado de Star Wars, Game of Thrones, Harry Potter e O Senhor dos Anéis, a fabricante ainda descreve no documento que Call of Duty é uma de suas maiores fontes de receita de empresas terceirizadas.

Como está a aquisição da Activision pela Microsoft?

A aquisição da Activision pela Microsoft continua em andamento. O processo, como esperado, é demorado e passa por diversas etapas burocráticas, sendo uma destas a aprovação de órgãos reguladores da concorrência, espalhadas por todo o mundo.

Todas as propriedades da Microsoft

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Esse procedimento é feito para garantir que o acordo de aquisição não viole leis antitruste, criando assim um monopólio a serviço da Microsoft. A Comissão Europeia e a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos estão entre os principais órgãos, por exemplo. 

Mas o Brasil também participa do processo de aprovação. Por meio do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), empresas como a Sony, Warner Bros., Ubisoft, Bandai Namco, Riot Games e Amazon foram questionadas sobre a compra da Activision pela Microsoft.

O processo de revisão foi concluído em maio e, recentemente, a Administração Pública compartilhou os documentos online, de forma a manter os procedimentos transparentes ao público. As declarações são então comparadas com os dados fornecidos pelas partes interessadas na compra (neste caso, a Activision e a Microsoft).

Além da Sony: O que dizem as outras empresas?

Ubisoft+ é um concorrente do Game Pass, diz a Ubisoft

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Em sua declaração, a Warner Bros. não expressa preocupações específicas em relação à transação. O mesmo se aplica à Bandai Namco e à Riot Games, que citam outros estúdios e títulos de porte AAA como concorrentes diretos para a Activision e a Microsoft.

A Ubisoft, por sua vez, diz que os mercados de mobile e de PC e consoles são distintos, mas destaca Battlefield, PUBG, Apex Legends e Rainbow Six como respostas à Call of Duty.

E enquanto Candy Crush possui diversos clones e The Elder Scrolls Online e Blade & Soul são alternativas para World of Warcraft, na parte de serviços, a publisher cita o Ubisoft+ (oferecido com um catálogo dedicado na nova PlayStation Plus) como concorrente do Game Pass.

Call of Duty: Modern Warfare 2

O próximo game da franquia de tiro em primeira pessoa, Call of Duty: Modern Warfare II, está sendo desenvolvido pelo estúdio Infinity Ward. O game é uma sequência direta do reboot lançado em 2019, mas não é um remake do jogo de mesmo nome, lançado em 2009.

O título chega em 28 de outubro de 2022 PC, Xbox One, PlayStation 4, Xbox Series X/S e PlayStation 5.

Fonte: Metro.UK

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