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Em uma época em que os streamings não eram tão populares, a pirataria por meio de sites ilegais para reprodução de conteúdo – e até o torrent – dominavam os meios para se assistir a alguma série de TV ou filme.

Com isso, os internautas montavam verdadeiras coleções de conteúdo ilegal. Com a popularização das opções legais, a comodidade de simplesmente escolher o que assistir e dar play chamou muito a atenção.

No entanto, isso não fez com que a pirataria deixasse de existir – foi justamente o contrário. Agora, os softwares se voltaram para a tarefa de criar ferramentas para extrair o conteúdo dessas plataformas de streaming.

Esse é o caso de um software chamado StreamFab, que promete remover o DRM – proteção contra cópias – de arquivos dos principais serviços de streaming atualmente. A questão é que o software, apesar de apresentar uma prática que, em teoria, é ilegal, está disponível na Microsoft Store.

Há o formato de avaliação gratuita e uma opção de licença vitalícia que custa US$ 259,99 (R$ 1.280 em conversão direta). Embora seja um valor alto para se investir em um programa que pode cair a qualquer momento, o software chama a atenção justamente por sua proposta.

Bandeira pirata representando a pirataria

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No entanto, isso esbarra em uma questão bastante polêmica. Para exemplificar, podemos citar a indústria dos videogames. Dependendo da empresa detentora dos direitos, caso o usuário tenha uma cópia original do game, é possível que eles possam fazer um backup de segurança caso aconteça algo com a mídia.

De novo, isso depende das políticas de propriedade intelectual da empresa, não é regra. Portanto, muitos se perguntam se essa questão também se aplica no caso dos streamings e quem paga por eles.

O que dizem os streamings?

Australiano vendia credenciais roubadas de serviços de streaming

Foto: Tumisu/Pixabay

Olhando rapidamente os termos de utilização de várias plataformas – como Netflix e Disney+ – há um consenso de que o uso de ferramentas como o StreamFab para fazer cópias é expressamente proibido.

No caso da Netflix, os termos da plataforma falam que os usuários “concordam em não arquivar, reproduzir, distribuir, modificar, exibir, executar, publicar, licenciar, criar trabalhos derivados, oferecer para venda ou usar” os conteúdos presentes no serviço.

A Disney+ é semelhante e faz com que os usuários concordem que não vão “contornar ou desativar qualquer sistema de proteção de conteúdo ou tecnologia de gerenciamento de direitos digitais”.

Portanto, se um serviço não oferecer para os usuários a opção de baixar e armazenar cópias dos programas sem o DRM padrão, qualquer interação do tipo é ilegal.

Uso do StreamFab

Mas além das medidas legais que as plataformas de streaming podem tomar, pode ser que os usuários que se aventurarem no uso do StreamFab sofram algumas outras consequências.

Isso porque o software, que é um lançamento dos mesmos criadores do DVDFab – software usado para copiar discos DVD e Blu-Ray -, conta com uma cláusula de utilização bastante preocupante – isso para quem deseja usar o programa para distribuir conteúdo.

O StreamFab pode rastrear a origem dos arquivos extraídos de plataformas de streaming de volta para o usuário. Isso quer dizer que o compartilhamento dos vídeos é expressamente proibido pelo próprio programa.

Netflix

Imagem: Tumisu/Pixabay

“Por favor, entenda que quem quiser os mesmos benefícios, quem quiser os mesmos episódios que você, seja um amigo, colega de trabalho ou outra pessoa da internet, todos devem obter suas próprias contas de streaming e a licença do programa”, descreve o site do serviço.

“Por isso, demos um passo adiante para ajudar qualquer pessoa disposta a compartilhar conteúdo online a pensar melhor antes de fazê-lo. Incluímos o ID do cliente/conta nos metadados dos arquivos extraídos das plataformas de streaming. Para a maioria das pessoas que entendem que a plataforma é para uso pessoal, essa informação não tem importância, pois os arquivos nunca saem de seus armazenamentos pessoais”, completa o site.

No entanto, não há como saber quais as implicações acerca da descoberta de que o conteúdo foi compartilhado com mais pessoas.

Via: TorrentFreak

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