A cidade de São Paulo deu um grande passo para amenizar as mudanças climáticas que assolam o planeta. Na última quarta-feira (10), a capital paulista assumiu um compromisso, firmado na Conferência do Clima da ONU (COP26), para incentivar a transição para veículos elétricos até 2035.

Endossado por 33 países, além de cidades e fabricantes de automóveis, o acordo estabelece que governos signatários trabalhem para que novos veículos e vans não estejam equipados com motor a combustão (movidos a gasolina, diesel ou gás natural) até 2035 em mercados maiores e até 2040 em todo o mundo.

Já no caso de cidades, estados e governos regionais, o compromisso baseia-se em trabalhar para que suas frotas próprias — como a frota de ônibus municipais, por exemplo —, não emitam gases-estufas até 2035. Na prática, isso deve ser visto pela substituição desses automóveis por veículos elétricos, trens e bondes.

Além do Brasil, EUA, Alemanha, China, França, Espanha, além das fabricantes Toyota, Nissan-Renault e Volkswagen, também não assinaram a declaração. São Paulo e outras 39 cidades, estados ou governos regionais (como Buenos Aires, Nova York e Seul) firmaram o acordo, assim como as montadoras Ford, GM e a Mercedes-Benz.

São Paulo rumo a um futuro de veículos elétricos

Vale frisar que o setor de transportes é um dos principais emissores de poluentes nas grandes cidades. Só em São Paulo, que conta com apenas 1,6% de ônibus elétricos, o setor é responsável por cerca de 62% do total de gás carbônico emitido na atmosfera na capital paulista.

Isso, no entanto, deve mudar. Segundo a gestão municipal, a nova meta visa adicionar 2,6 mil ônibus elétricos na cidade até 2024. A medida aumentaria a atual frota de veículos elétricos próprios de São Paulo em cerca de 12 vezes, o que atingiria um patamar de 20% da frota total.

Se o objetivo for cumprido nos próximos três anos, a Prefeitura local terá mais 11 anos para substituir os 80% da frota restantes por veículos elétricos, de modo a cumprir com o acordo firmado na COP26. Importante ressaltar que o texto é uma carta de intenções políticas, não vinculante juridicamente.

Fonte: G1

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