Imagem: Shutterstock/Photographer RM

Desde que o conflito na Ucrânia começou, há algumas semanas, a Rússia tem sentido o peso de sua decisão na forma de sanções pesadas ao país. Agora, além do impacto econômico dessas ações, o país começa a perder acesso a todo tipo de produto e serviço de tecnologia internacional – incluindo o próprio acesso à internet.

Rússia: sem filmes, sem games, sem cartões, sem web

Ao repensar, pausar ou parar completamente seus negócios e projetos na Rússia, diversas empresas com atuação global estão amplificando a rejeição internacional ao conflito, impactando diretamente o público e o mercado local.

Confira abaixo todas as empresas que se juntaram ao grupo que está, de certa forma, boicotando o país e o que elas estão fazendo para pressionar o governo de Vladimir Putin:

Netflix

No último domingo (6), a Netflix anunciou que está cortando relações completamente com a Rússia. Isso significa que não só a gigante do streaming está cancelando as 4 produções originais que faria no país, mas também suspendendo por tempo indeterminado a plataforma de funcionar na região.

Netflix

Imagem: Vantage_DS/shutterstock.com

Cogent Communications

Talvez você não conheça a Cogent de nome, mas ela com certeza está presente no seu dia a dia e na vida dos internautas russos – ou melhor, estava. Isso porque a companhia é uma provedora intercontinental de conexão à internet, oferecendo backbones para mais de 50 países. A decisão de encerrar operações na Rússia não vai desligar a internet por lá, mas com certeza vai deixar a navegação bem mais lenta e instável.

Epic Games

Os russos também terão opções reduzidas daqui para a frente para curtir sua jogatina. Isso porque a Epic Games anunciou que vai parar de comercializar jogos no país, embora não vá cortar o acesso de quem já possui títulos em sua biblioteca na plataforma.

Activision Blizzard

Outra gigante dos games a debandar dos domínios de Putin é a Activision Blizzard, de Call of Duty, Warcraft, Diablo e outros jogos. Segundo um comunicado interno da empresa, a publisher vai pausar a venda de títulos na Rússia e desabilitar as microtransações.

Samsung

Na mesma toada, a Samsung avisou que está encerrando a exportação de dispositivos para a nação russa, de smartphones a chips, passando por todos eletrônicos e componentes fabricados pela marca. De quebra, a sul-coreana ainda anunciou a doação de US$ 6 milhões à Ucrânia em caráter de ajuda humanitária.

Samsung

Imagem: Babak on Unsplash

Visa e Mastercard

Rivais ferrenhas na disputa por clientes no mercado financeiro, Visa e Mastercard acabaram se unindo para aplicar sanções à Rússia. Ambas as bandeiras disseram que não foi uma decisão fácil e que não gostariam de impactar usuários locais, mas que as ameaças à paz mundial não poderiam ficar sem uma resposta à altura.

SpaceX

No caso de Elon Musk, o magnata sul-africano não está “punindo” a Rússia com nenhuma ação direta, mas sim utilizando sua empresa espacial para auxiliar a Ucrânia. Pouco após enviar alguns kits de acesso para o serviço de internet via satélite Starlink, Musk falou com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e dobrou a aposta. Ao longo dos próximos dias, mais cidades ucranianas devem receber o terminal para se conectar ao serviço.

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