A popularidade do Pix, a plataforma de pagamento instantâneo do Banco Central, cresce a cada dia e o formato já chega a disputar com o dinheiro e o cartão de débito como principal meio usado pelos brasileiros. É muito prático. Mas é importante estar atento às novas regras e saber como usá-lo de forma segura. A última regra, que entra em cena novembro, é a possibilidade de bloquear transações suspeitas por 72 horas. Veja a seguir todas as novidades prestes a chegar ao Pix.

Já vale: limite noturno

O limite para transações noturnas foi restringido. Entre 20h e 6h da manhã, o máximo estabelecido para transferência é de R$ 1.000. A regra vale para transações entre pessoas físicas, incluindo os MEIs (microempreededores individuais).

Caso julgue necessário, é possível pedir a ampliação deste limite ao banco, que terá até 48 horas para atender à requisição.

Adicionar contatos de segurança

Para facilitar as transações com Pix é importante adicionar contatos como seguros. Os contatos cadastrados poderão receber transferência acima de R$ 1.000 a qualquer hora do dia. O pedido deve ser feito diretamente ao banco, que pede um prazo de até 24 horas para realizar o cadastro de segurança.

Já está valendo também o bloqueio por cautela de transações suspeitas. Hoje, o banco pode bloquear o crédito na conta do destinatário do Pix. Durante o dia, este bloqueio será de 30 minutos e, à noite, de uma hora.

Bloqueio em suspeita de fraude

A partir do dia 16 de novembro, quando o sistema de pagamentos instantâneos completa um ano, os bancos poderão bloquear o recebimento de transferências de pessoas físicas por até 72 horas em casos de suspeita de fraude. O usuário será imediatamente informado sobre o bloqueio.

O bloqueio preventivo, de acordo com o Banco Central, vai permitir que seja feita uma análise mais cuidadosa das tentativas de fraudes em contas de pessoas físicas. A medida deve aumentar as chances de a vítima recuperar seu dinheiro em casos de crime ou extorsão.

Outra medida de segurança anunciada na resolução do BC é a obrigatoriedade de notificação de infração; assim, as instituições deverão compartilhar as informações sempre que houver consulta a uma chave Pix. Hoje, a notificação é facultativa.

Também com o intuito de prevenir fraudes, agora o uso de informações vinculadas às chaves Pix será ampliado. As instituições poderão consultar as notificações de fraudes vinculadas a usuários mesmo em procedimentos não vinculados diretamente ao sistema de pagamentos instantâneos, como a abertura de contas, por exemplo.

Ainda como medida de segurança, consultas excessivas de chaves que não resultem em transação ou consultas a chaves inválidas deverão ser identificadas. O Banco Central também determinou que as instituições passarão a ser responsabilizadas se for comprovado que uma fraude ocorreu por falha nos mecanismos de segurança e de gerenciamento de riscos.

Pix Saque e o Pix Troco

A partir de 29 de novembro estão disponíveis o Pix Saque e o Pix Troco e devem intensificar o uso do sistema de pagamento.

Basicamente, o Pix Saque permitirá que todos os usuários do meio de pagamento realizem saques em um dos pontos que ofertar o serviço. A novidade deverá integrar estabelecimentos comerciais, redes de caixas eletrônicos, instituições especializadas no serviço de saque ou mesmo instituições financeiras.

Para concretizar a operação, basta que o cliente faça um Pix para o agente de saque. Feito isso, o usuário poderá sacar o dinheiro enviado — uma espécie de casa de câmbio que converte as quantias de pagamento online em dinheiro físico.

No Pix Troco, a dinâmica é parecida: o cliente poderá pagar determinado produto, mas enviando um “dinheiro extra”. O estabelecimento elegível então vai devolver o troco (valor adicional enviado) em cédulas.

É basicamente um Pix Saque mas com a necessidade de que o usuário compre algum produto no local. No extrato, o usuário poderá visualizar o valor correspondente ao saque (troco), bem como o valor da compra.

Regras para Saque e Troco

De acordo com o BC, o limite máximo para ambas as modalidades será de R$ 500 durante o dia e de R$ 100 no período noturno (das 20h às 6h). Contudo, os estabelecimentos poderão trabalhar com limites inferiores caso preferirem. Nenhuma tarifa adicional será cobrada para até oito transações mensais.

Os dois novos produtos devem intensificar ainda mais o uso do Pix entre os brasileiros.

Fonte: Banco Central/Agência Brasil

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