Imagem; divulgação/Drinkbox Studios

Dos mesmos criadores de Guacamelee surgiu o Nobody Saves The World, um jogo de aventura com uma temática bem descontraída envolvendo bruxos e muita magia. O título foi lançado no dia 18 janeiro para PC, Xbox One e Xbox Series X/S.

A equipe do TecMasters gostou da proposta do título e após fechá-lo, conta o que achou do Nobody Saves The World neste review. Confira!

Nobody Saves The World não economiza no bom humor

A história de Nobody Saves The World não é digna de prêmios por não ser nem um pouco inovadora, mas isso não chega a ser um demérito. Afinal, a história combina bem com a proposta do jogo e prende a atenção do jogador.

Ao controlar o “Ninguém”, este é o nome do personagem, os jogadores precisam salvar o mundo de uma calamidade. Para isso, entretanto, será necessário explorar masmorras em buscas de peças para montar um tipo de artefato mágico.

Ninguém - Nobody Saves The World

Imagem: reprodução/TecMasters

Apenas assim, os jogadores poderão chegar até a “Boca do Inferno” para acabar de vez com o que ameaça sua cidade.

Como é possível notar por este resumo, Nobody Saves The World tem uma história bem simples, mas o seu foco não está na narrativa e, sim, na aventura, que comentaremos mais a seguir.

Progressão quase similar a de Super Mario 64

Para acessar algumas das masmorras de Nobody Saves The World, os jogadores precisam coletar estrelas através de outras masmorras e missões espalhadas pelo mapa. Aqui, inclusive, fica o elogio para o jogo, que consegue dar um visual bem único para cada masmorra.

Como é possível notar na imagem acima, é possível encontrar desde masmorras cheias de cristais até um “escritório” de empresa. Os mapas dessas masmorras são gerados de forma aleatória, o que faz com que o jogador tenha sempre que explorá-las de novo ao morrer, uma vez que o caminho para chegar ao fim será diferente.

De forma geral, o nível de desafio do jogo é bem agradável, mas eu gostaria que o mesmo fosse um pouco mais difícil. Na maior parte do tempo, é possível completar as masmorras sem morrer, entretanto, alguns “desafios” extras a serem ajudam a dificultar um pouco as coisas.

Masmorra - Nobody Saves The World

Imagem: reprodução/TecMasters

Além das masmorras, Nobody Saves The World traz um mapa bem grande, que é repleto de NPCs. Já estes NPCs oferecem quests aos jogadores, que são bem variadas, e ajudam a quebrar um pouco da “mesmice” de sempre ir em uma masmorra com o mesmo objetivo.

Um ponto que também me desapontou é que as masmorras, na maioria das vezes, não possuem um “chefão”. De forma geral, ao chegar no fim delas, o jogador acaba enfrentando mais uma “onda de inimigos”, que já foram vistos em outras partes.

A aventura é um pouco longa e pode levar aproximadamente 20 horas para ser finalizada. É claro que esse número pode variar bastante de acordo com o jogador, uma vez que ele pode optar por rushar o jogo ou por tentar fazer todas as missões secundárias.

Já para quem quer mais desafio e está disposto a repetir a aventura, Nobody Saves The World traz o modo “New Game +”, que é liberado quando é zerado e aumenta o nível dos inimigos.

Personagens, mecânica e habilidades

A parte mais divertida em Nobody Saves The World fica no fato de “Ninguém” poder se transformar em outros personagens, que possuem habilidades únicas. No total, o jogo tem 18 personagens, mas esse não é o seu único ponto de destaque.

Personagens - Nobody Saves The World

Imagem: reprodução/TecMasters

Sempre ao desbloquear um personagem, o jogador precisa fazer o mesmo passar de “Tier”, que vai das notas “F” a “S”. Já as missões para que isso possa ser feito ficam bem visíveis no menu lateral do jogo e basicamente consistem em usar as habilidades únicas de cada boneco.

Os personagens, vale notar, até são desbloqueados com relativa rapidez, mas nem sempre é fácil jogar com todos. Isso, inclusive, eu considero um grande diferencial, já que é necessário se adaptar a eles para pensar o que pode funcionar ou não melhor com o seu kit.

Por sua vez, o grande diferencial do Nobody Saves The World é que os jogadores podem usar habilidades de personagens diferentes com um mesmo boneco, o que permite que inúmeras estratégias sejam criadas.

Personalizar habilidades - Nobody Saves The World

Imagem: reprodução/TecMasters

Não apenas isso, poder utilizar habilidades diferentes para cada personagem faz com que a jogabilidade do título não se torne desgastante.

Conclusão

O Nobody Saves The World é um jogo que, honestamente, superou as minhas expectativas, que já eram um pouco altas para ele. De forma geral, o tamanho de sua aventura é bem agradável e um mapa gigante a ser explorado repleto de missões entretém o jogador por bastante tempo.

Apesar dos elogios, o jogo não está imune a falhas, como por exemplo, tem uma baixa variedade de inimigos. Além disso, o baixo desafio para fechar a campanha pela primeira vez pode desapontar alguns jogadores.

Entretanto, de forma geral, Nobody Saves The World tem muito mais acertos do que erros e pode ser uma boa opção para quem quer uma aventura mais descontraída.

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