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Mais uma previsão que pode ser más notícias para a Netflix. De acordo com analistas de mercado, a expectativa para este trimestre ainda envolve queda no número de assinantes da plataforma, com retração no montante global de 221,6 milhões. A empresa de streaming deve apresentar os resultados do trimestre nesta terça-feira (19).

Além disso, as previsões apontam para um menor número também em termos de downloads de aplicativos móveis — um recálculo de +1,55 milhão versus +2 milhões anteriormente previstos, de acordo com Benjamin Swinburne, do Morgan Stanley. O analista também reduziu a previsão de crescimento de assinantes para 2023, que passou de 9,3 milhões para 7,9 milhões.

Outro que também fez uma previsão similar foi o analista do Wells Fargo, Steven Cahall. No relatório de 13 de julho, o especialista previu uma queda no número de assinantes de 2 milhões.

Netflix

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A recessão global e o aumento da inflação no mercado estadunidense são fatores que também podem gerar grandes impactos para a empresa, na visão de Swinburne, visto que nesses cenários o natural é que consumidores cortem gastos considerados “supérfluos” e dentro do qual serviços de streaming costumam entrar.

“As receitas de streaming de vídeo podem se mostrar mais vulneráveis ​​do que o esperado a uma recessão global e níveis mais baixos de gastos do consumidor”, argumenta ele.

Nat Schindler, analista do Bank of America, por sua vez, reiterou a previsão de seus colegas de mercado em um relatório de 23 de junho. Ele afirma que “embora nossa pesquisa indique que a Netflix é atualmente a principal escolha dos consumidores”, ele acredita que a pandemia fez com que o streaming se tornasse “rapidamente um produto comoditizado” – ou seja, um serviço massificado e sem muita diferenciação perante a concorrência, o que deve trazer uma diminuição no valor de mercado.

Mas o futuro será apenas de desafios para a Netflix?

Claro que nem tudo são flores em qualquer caminhada e, apesar das previsões desafiadores à frente, especialistas apontam uma luz ao fim do túnel. Para Swinburne, a parceria com a Microsoft anunciada na última semana em prol de uma estratégia que permite a diminuição no valor da assinatura em troca de anúncios foi uma boa jogada e deve trazer frutos à empresa.

Netflix + Microsoft

Imagem: divulgação

“Aproveitar a oportunidade global de gastos com publicidade em vídeo de US$ 160 bilhões no longo prazo deve permitir que a Netflix impulsione o crescimento médio da receita por usuário com menos dependência de aumentos de preços ao consumidor”, disse o analista.

Para Matthew Harrigan, analista da Benchmark, a parceria com a gigante de Redmond também pode ser uma “maneira amigável para o consumidor de monetizar o compartilhamento de senhas“.

Via: Hollywood Reporter

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