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A Meta, holding de propriedade de Mark Zuckerberg, acessou dados médicos privados de milhões de pacientes sem permissão e os usou para publicidade direcionada na rede social Facebook, segundo as ações judiciais.

Meta é processada por usar dados médicos para direcionar anúncios no Facebook

Imagem: Anthony Quintano from Honolulu, HI, United States, CC BY 2.0 <https://creativecommons.org/licenses/by/2.0>, via Wikimedia Commons

Os processos, movidos em junho e julho no Distrito Norte da Califórnia (EUA), focam na ferramenta responsável pelo rastreamento de propriedade da empresa e acusam hospitais estadunidenses de fornecerem informações sensíveis de pacientes a terceiros, violando leis federais de privacidade médica (HIPAA).

A ferramenta mencionada é chamada de Meta Pixel, que pode ser instalada em sites para fornecer análises de anúncios no Facebook e Instagram. Ela também é capaz de coletar dados de comportamento do usuário, como por exemplo, onde clicam para inserir informações no site.

De acordo com a investigação conduzida pela The Markup, 33 dos 100 hospitais principais da America usam a ferramenta.

Meta é processada por usar dados médicos para direcionar anúncios no Facebook

Imagem: Kenny Eliason/Unsplash

Uma das queixas detalha a experiência de uma paciente no Facebook, cujos anúncios direcionados para medicamentos relacionados às condições cardíacas e de joelhos começaram a aparecer após ter acessado o portal de pacientes da  Universidade da Califórnia em San Francisco e do Dignity Health, ambos réus no processo.

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Outro processo descreve o caso da paciente do Sistema de Saúde Medstar, em Beltimore, no estado de Maryland. Ela alega que ao menos 664 provedores de saúde enviaram dados médicos ao Facebook por meio da Meta Pixel.

O que diz a HIIPAA

De acordo com a lei federal de privacidade médica, as organizações precisam de consentimento do paciente antes de compartilharem dados sensíveis (identificáveis) com terceiros.

Meta se defende

A política da Meta observa que anunciantes não devem compartilhar dados que contenham informações de saúde, informações financeiras, ou demais categorias que se encaixem como dados sensíveis.

Meta é processada por usar dados médicos para direcionar anúncios no Facebook

Imagem: askarim/Shutterstock.com

Ao The Verge, a holding afirmou exigir que os grupos usuários da ferramenta de rastreamento tenham permissão de compartilhar os dados antes de enviarem ao Facebook. A controladora adicionou que a Meta Pixel filtra os dados de saúde sensíveis.

Queixas discordam: “sem aplicação consciente”

Os processos alegam que a Meta não está aplicando conscientemente as políticas, visto que a empresa usa o rastreador em sites de organizações de saúde, mesmo ciente da capacidade de coletar dados sensíveis e identificáveis.

Este é um exemplo extremo de quão longe exatamente os tentáculos da Big Tech atingem o que consideramos como espaço de dados protegido. – Nicholson Price, Universidade de Michigan

 

Facebook

Imagem: rvlsoft/Shutterstock.com

Antes de avançar, os processos devem ser certificados como ações coletivas por um juiz. Se qualquer uma delas for bem sucedida, elas poderão representar o dano de todos os usuários do Facebook cujos provedores médicos usam o Meta Pixel. Questionada sobre a notícia, a Meta se recusou a comentar.

As políticas de rastreamento de dados da Meta já sofreram fortes críticas de reguladores de proteção de dados. Para tentar salvar os negócios e sobreviver em meio a escândalos semanais, a empresa de Zuckerberg anunciou em junho que está desenvolvendo um produto de “anúncios básicos”, que promete limitar as habilidades de direcionamento de acordo com as mudanças de privacidade.

 

Com informações de The Verge e Business Insider

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