Dentre muitos equipamentos anunciados que prometem proteção contra a Covid-19 em 2021, uma das coisas que mais chamou a atenção foi a máscara da Razer. Apresentada na CES do ano passado, o equipamento prometia, além de luzes RGB, a presença de filtros N95 substituíveis.

No entanto, apesar de prometer essa proteção e afirmar que a máscara filtrava as partículas infectadas que poderiam se propagar pelo ar, a Zephyr é totalmente o oposto. Segundo a youtuber de tecnologia Naomi ‘SexyCyborg’ Wu, o equipamento não tem proteção alguma.

Isso fez com que uma onda de reclamações tomasse conta das redes sociais. Por fim, a Razer voltou atrás no material divulgado e emitiu um comunicado dizendo que as duas versões de sua máscara não são “dispositivos médicos, respiradores, máscaras cirúrgicas ou equipamentos de proteção pessoal, não devem ser usadas em ambientes médicos ou clínicos”.

Máscara Razer

Foto: Razer

Segundo apuração, a informação acerca da proteção foi equivocada, já que o filtro e a máscara não receberam classificação N95 pelo National Institute for Occupational Safety & Health.

O Eurogamer revisou o material de divulgação da máscara da Razer e constatou que o anúncio afirma que, após registro na FDA – agência reguladora dos Estados Unidos – e testes laboratoriais, a máscara apresentava “99% de eficiência de filtragem bacteriológica. Os filtros N95 da Razer Zephyr com proteção bidirecional duram três vezes mais do que as máscaras de utilização única e garantem que tanto o ar inspirado como o expirado é seguro”.

Vale lembrar que a máscara seria lançada pela Razer aqui no Brasil em algum momento de janeiro. No anúncio, feito em outubro, o equipamento seria vendido por R$ 999.

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