Imagem: Divulgação/LimeWire

Quem já navegava pela internet no começo dos anos 2000 certamente se lembra do LimeWire: aquele aplicativo de compartilhamento P2P, usado para baixar os mais diversos arquivos, mas que foi encerrado em 2010. Para a alegria de muitos, o software está prestes a voltar — mas de uma forma totalmente diferente.

Sucesso dos anos 2000

Antes de falar deste relançamento, é preciso um pouco mais de contexto. Para os que não se lembram (ou não pegaram a época), o LimeWire foi um dos programas de compartilhamento peer-to-peer — junto de Ares, eMule e Kazaa — mais usados no início dos anos 2000.

Como não existiam serviços de streaming e o YouTube era algo relativamente novo na época, o jeito era usar o app para descobrir e baixar novas músicas. Aliás, a baixa velocidade de conexão daquele tempo fazia com que o download de um único arquivo durasse horas.

LimeWire

Aparência antiga do LimeWire – Imagem: Reprodução

Apesar de ter sido um software popular da época, o LimeWire enfrentou diversos problemas na Justiça. Tanto que, após alegações de violação de direitos autorais, incentivo à pirataria, violação da privacidade do usuário e distribuição de malware, ele foi encerrado pelos proprietários em 2010.

O retorno do LimeWire

A boa notícia é que, após adquirirem os direitos da marca no ano passado, os irmãos Julian Zehetmayr e Paul Zehetmayr decidiram ressuscitar o programa. Mas o software não será mais um app de compartilhamento P2P, e sim, um novo marketplace de artes digitais e tokens não fungíveis (NFTs) com foco em música.

A ideia é que a plataforma assine contratos com artistas renomados para que diversas obras musicais sejam lançadas exclusivamente no LimeWire. Os usuários terão que pagar para ouvi-las? Sim. Mas em troca, terão acessos a faixas, entrevistas e até grupos com a celebridade.

Como todos esses conteúdos serão acessados única e exclusivamente pela plataforma — não vai rolar aquele clique direito do mouse para baixar —, o comprador terá a certeza de ser um dos poucos no mundo a garantir o produto. A lógica é bem similar ao “selo” de autenticidade dos NFTs.

Logo, esse acesso privilegiado funcionará também como um ativo. Imagina comprar faixas de determinado artista (juntamente com acesso a grupos com ele) por um valor e revender esse acesso por três vezes mais daqui uns meses? Quem fizer isso pode até perder o acesso, mas poderá embolsar uma bela grana.

Quando chega?

Segundo o roadmap divulgado no próprio site da ferramenta, o LimeWire deve ser lançado em maio deste ano. É claro que ainda existem muitas dúvidas a respeito de qual será o blockchain adotado, quantos usuários devem aderir ao projeto e de como será o funcionamento na prática.

Mas, bem, se levarmos em conta o sucesso do passado e a “febre” Web3, há grandes chances de que o novo LimeWire chegue (de novo) para ficar.

Via: The Next Web

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