Imagem: geralt/pixabay

Depois de divulgado um estudo sobre como o mel da abelha pode ser um elemento crítico para a supercomputadores e chips neuromórficos, agora a Intel aponta como os neurochips poderão trazer uma eficiência energética considerável à computação e, mais do que isso, poderão trazer melhorias a tarefas feitas com inteligência artificial (IA) — como, por exemplo, reconhecimento de fala ou de gestos.

A fabricante está há algum tempo trabalhando no Loihi — chips neuromórficos, ou seja, que imitam o funcionamento de um cérebro humano em termos de velocidade e eficiência.

Apesar de ainda não ter produtos específicos sendo desenvolvidos com a tecnologia, a empresa acredita que o futuro será feito de chips do tipo que abrirão portas para realizarem tarefas de IA , trazendo eficiência energética, bem como aprimorando o funcionamento da nuvem.

“No momento, com o Loihi, estamos naquele ponto em que achamos que estamos no caminho certo, mas na verdade ainda não temos planos de produtos. Estamos um pouco mais adiantados nesse fluxo de trabalho”, afirmou o líder da Intel Labs, Rich Uhlig, em uma mesa-redonda realizada no mês passado com jornalistas.

O laboratório da fabricante trabalha com pesquisa e desenvolvimento justamente para encontrar novas formas de aprimorar a tecnologia sem que necessariamente precise de uma invenção comercialmente viável em um curto espaço de tempo. Os Loihi estão dentro desse panorama, bem como outras inovação com foco em microarquitetura, arquitetura de sistema e até mesmo softwares e compiladores.

Imagem representa um dos neurochips Loihi da Intel, menor que o tamanho da ponta de um dedo

Os chips Loihi, em sua segunda geração, são menores que o tamanho de um dedo e gigantes em eficiência – Imagem: divulgação/Intel

Por dentro dos neurochips da Intel e sua eficiência

Os chips neuromórficos têm sido uma das tecnologias relativamente recentes que tem chamado atenção e atraído investimentos de gigantes da TI como a Intel — mas não apenas. A Samsung, por exemplo, é outro grande nome por trás dos estudos sobre chips neuromórficos no mercado, com aplicação em IA.

No caso dos Loihi, apresentados pela primeira vez em 2017, a dinâmica de funcionamento traz estruturas semelhantes a pinos que tem como objetivo imitar o funcionamento de um cérebro humano, consumindo eletricidade apenas quando distribuem dados. Processadores tradicionais, ao contrário, mantém o funcionamento sempre, independentemente de estarem processando informações — por isso a eficiência energética desses novos “chips cerebrais” chama atenção.

Em termos práticos, os chips Loihi podem realizar uma pesquisa por imagem e semelhança 24 vezes mais rapidamente que uma busca tradicional, e utilizando 30 vezes menos energia, só para citar um exemplo.

Pesquisadores do Sandia National Laboratories, nos Estados Unidos, também apontam o uso dos chips Loihi em cenários que necessitam de computação de alto desempenho, como rastreamento de movimentação do mercado financeiro, disseminação de doenças em uma população e fluxos de dados em redes sociais.

As possibilidades ainda estão sendo estudadas, mas podem trazer um avanço enorme para o futuro da computação.

Via: The Register

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