O chefe do Instagram, Adam Mosseri, se envolveu em uma discussão no Twitter sobre o futuro da plataforma e sua relação com o Facebook (agora, Meta).

A discussão foi iniciada por jornalistas do Washington Post sobre as denúncias feitas por uma ex-funcionária da rede social de Mark Zuckerberg. Mosseri comentou sobre as reações no feed do Facebook e falou aos jornalistas sobre as decisões tomadas pelo Instagram.

Apesar de ter pausado indefinidamente o projeto de uma versão para menores, Mosseri diz acreditar que uma versão do app para crianças seria a coisa certa a fazer.

O Instagram recebeu inúmeros pedidos para pausar ou abandonar o projeto por conta de preocupações com a privacidade, tempo de consumo online e saúde mental dos jovens. Os pedidos aumentaram após uma reportagem mostrar que a plataforma sabia que imagens no feed podiam afetar negativamente garotas jovens.

Planos do Instagram foram interrompidos logo no começo

No entanto, Mosseri afirma que crianças estão online de qualquer modo e construir um serviço apenas para elas poderia ser mais interessante. A ideia é que os pais tivessem ainda mais controle sobre como seus filhos utilizam o app, em uma versão exclusiva da ferramenta.

Descartar a ideia, afirmou o chefe, de construir um app para crianças é bastante fácil. “Mas ao pensar na realidade prática e verdadeira e nos detalhes de um plano com esse, penso que seria muito mais responsável seguir com a criação [do app para jovens] do que onde estamos hoje”, disse Mosseri.

As regras de uso do Instagram impedem menores de 13 anos de criar conta na plataforma. Mas o próprio executivo afirmou que a verificação de idade não é um processo livre de falhas.

Quem deve se responsabilizar: Google e Apple

O problema da verificação de idade, de acordo com Mosseri, não deveria ficar só com os aplicativos. Para o chefe do Instagram seria muito mais eficiente resolver o problema já quando o usuário configura seu celular.

Empresas como Apple e Google poderiam embutir mecanismos de verificação de idade, os desenvolvedores só teriam que preparar seus aplicativos para serem compatíveis. A ideia é usar o sistema operacional e não o app para determinar a idade, defende Mosseri.

Mosseri comentou também no Twitter sobre as denúncias do Facebook com relação a mudanças no feed e nas reações. Reações como o emoji de raiva tinham peso 5 vezes maior para coleta de dados do que a reação de curtir (o “like”). Mosseri afirma que, por ser mais comum, o curtir era uma reação sempre avaliada com menor peso em relação a qualquer outra.

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