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Horizon Zero Dawn é considerado por muitos um dos melhores exclusivos de PlayStation. Portanto, quando Forbidden West foi anunciado, as expectativas estavam bem altas — e um spoiler: essas expectativas foram cumpridas com maestria.

Aqui, há uma evolução e tanto, principalmente em relação à história e jogabilidade. Os jogadores podem esperar melhorias em diversos aspectos. Confira nossa análise completa.

História

Como citado, Horizon Forbidden West é uma continuação direta do primeiro game, tanto é que ele se passa seis meses após os eventos do jogo anterior.

Aloy, após salvar tribos de sua região da ameaça das máquinas, agora deve combater uma praga chamada Red Blight que começou a se espalhar pelos cenários.

Horizon Forbidden West

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A questão é que a ameaça começou a destruir a vida animal e vegetal do local, causando pânico nos moradores.

Mas esses não são os únicos perigos presentes na região, há rebeldes e a ameaça das máquinas que Aloy deve combater para salvar quem ama. Para isso, ela deve procurar por tecnologias antigas que estão escondidas em ruínas no Oeste Proibido.

É aí que a aventura começa.

Apesar de ser um grande fã do primeiro game, não imaginava que a história poderia ser expandida de forma tão leve. Em nenhum momento parece algo forçado, mas sim uma evolução natural, já que os eventos se encaixam com o que se passou anteriormente.

Isso, obviamente, é auxiliado pela presença de alguns personagens que retornam da aventura anterior, como o guerreiro Erend — que tem um papel importante na história.

Jogabilidade

Horizon Forbidden West

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Como era de se esperar de uma continuação, a jogabilidade pegou o que deu certo e aprimorou. Esse é justamente o caso aqui.

Quem jogou o primeiro terá uma certa vantagem, já que muita coisa está de volta. Portanto, espere por coisas como precisar se esconder no mato alto para analisar os inimigos — sejam eles máquinas ou não — e descobrir suas rotas de patrulha e pontos fracos.

Essa última, inclusive, é uma ferramenta bastante importante visto que não é recomendado enfrentar os inimigos diretamente sem um estudo primeiro. As chances de morte são bastante altas, principalmente porque não se tem conhecimento dos pontos fracos.

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Aqui, quero destacar o uso do DualSense no caso do PlayStation 5. Há uma tensão nos gatilhos quando Aloy vai disparar flechas e, quando não se tem nenhuma na aljava, o gatilho fica “frouxo”, mostrando que se está sem munição.

Além disso, as vibrações ao passar por certos terrenos, escalar paisagens e usar o gancho que Aloy ganha — que será explicado mais abaixo — são bastante interessantes e oferecem uma boa imersão.

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Considerando tudo isso, há uma clara evolução em relação ao primeiro game, mostrando que a estreia de Aloy na nova geração de consoles conseguiu oferecer mais conteúdo para os fãs da heroína.

Movimentação, ambientação e novas habilidades de Aloy

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Os movimentos da personagem estão mais fluídos e rápidos, além do combate ter passado por alguns refinamentos necessários — e corrigindo alguns pontos que particularmente me incomodavam no primeiro.

Mas o destaque aqui fica pela ambientação: andar pelas paisagens — que estão bem mais variadas e oferecem novos biomas para explorar — é um show à parte.

Devo citar que meu console está lotado de capturas de tela de momentos exuberantes da aventura — que não são poucos.

Por isso, prepare a memória do console, já que andar pelos cenários de Horizon Forbidden West é ser forçado a capturar momentos de tirar o fôlego — principalmente envolvendo inimigos intimidadores, ou ruínas ancestrais.

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Para ajudar na exploração, uma das grandes implementações é o Lança-Gancho que, como o nome diz, é uma ferramenta que permite ao jogador chegar em áreas altas e também ajuda na escalada — o que torna a experiência ainda mais completa, já que assim o jogador pode acessar diversos locais que poderiam passar despercebidas.

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Além disso, para ajudar no combate, Aloy ganhou um combo de lança que pode ser carregado, além da possibilidade de se usar uma espécie de bateria para tornar os ataques mais poderosos.

Apesar da personagem possuir uma árvore de habilidades, a maneira com que sua evolução é feita torna-se um pouco diferente. Isso porque os trajes vão interagir com essas habilidades, fazendo com que o jogador precise traçar estratégias para derrotar os inimigos da melhor forma possível.

Felizmente, é possível mudar essas características durante a batalha para garantir maior efetividade.

Inimigos

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Agora falaremos de um dos maiores destaques do jogo: os inimigos. Por conta dos inimigos terem acesso à tecnologia para converter máquinas, há ameaças ainda mais impressionantes.

Esse é o caso dos Rastejadores, máquinas que parecem cobras — e confesso que me deram algum trabalho para derrotar, apesar de ser uma das melhores batalhas do game.

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No entanto, apesar desses momentos em que há inimigos especiais e monstruosos, na maioria da aventura os jogadores encontrarão variações das mesmas ameaças, o que acaba tornando algumas batalhas repetitivas — embora, como disse antes, seja possível criar estratégias diferentes para derrotá-los.

Mesmo assim, é algo que pode incomodar, principalmente por conta de ser algo recorrente considerando o tamanho do game.

Acessibilidade

Como se tornou padrão nos últimos lançamentos da Sony, Horizon Forbidden West conta com muitas opções de acessibilidade para facilitar a jogatina para diversas pessoas.

Para começar, é possível configurar o tamanho das legendas para melhorar a visibilidade. Na parte de dificuldade, foram implementados cinco níveis diferentes, além de uma opção que personaliza a experiência do jogador.

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Os controles também ganharam opções diferentes, como é o caso, por exemplo, do suporte para canhotos e a opção de um segundo jogador ingressar na aventura com outro controle para ajudar o primeiro durante a jogatina — e, nesse caso, o funcionamento é diferente de um modo cooperativo, porque ele funciona mais como um copiloto.

Por fim, as configurações audiovisuais permitem adicionar diversas ferramentas para auxiliar no quesito visual da tela.

A ideia com essas configurações é tornar o jogo mais inclusivo para todos.

Conclusão

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Horizon Forbidden West, como citado, mantém o que era bom no primeiro jogo, ao mesmo tempo que melhora os pontos fracos. Portanto, essa é uma continuação digna da aventura de Aloy e que tem tudo para agradar aos fãs da personagem.

Com batalhas épicas e muito conteúdo para explorar, Horizon Forbidden West é um dos lançamentos mais expressivos e completos de fevereiro. É uma aventura cheia de reviravoltas que vão prender o jogador.

Horizon Forbidden West está disponível para PlayStation 4 e PlayStation 5.


A análise foi feita em um PlayStation 5 a partir de uma cópia enviada pela Sony.

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