Imagem: divulgação/Bethesda

Ghostwire: Tokyo tem chamado a atenção desde que foi anunciado devido a contar com a partição de Shinji Mikami na sua criação. Não apenas isso, algo que também chama a atenção é o fato do jogo ser ambientado no Japão e fazer diversas referências à cultura local, mas com um ar a mais de terror.

A equipe do TecMasters teve a oportunidade de testar o Ghostwire: Tokyo e conta o que achou do título neste review. Confira!

História cheia de mistérios

Ghostwire: Tokyo tem um começo com um ritmo interessante em que já coloca o jogador na ação logo nos primeiros minutos sem muito tempo para conversas. Assim, os jogadores são apresentados a um espírito chamado apenas de KK, que está em busca de um corpo para sobreviver.

Akito, que acaba de sofrer um acidente, se torna o alvo do espírito devido ao seu estado crítico de saúde ser ideal para a ação. Já ao ser dominado pelo espírito, Akito nota que a cidade está com um ar mais fantasmagórico, uma névoa e repleta de ameaças, como espíritos e fantasmas.

Ghostwire Tokyo - cidade

Imagem: reprodução/TecMasters

Apesar de se mostrar incomodado com o fato de um espírito querer assumir seu corpo, a sua maior preocupação está em visitar sua irmã, que estava em um hospital da região de Shibuya. Ao partir para o hospital para saber se ela está bem, Akito descobre que ela é alvo de um vilão, que está em busca de dominar espíritos, mas que não revela quais seus planos.

A partir desse momento, deixo a história a cargo do jogador para não dar spoilers. De forma geral, a história de Ghostwire Tokyo é interessante e realmente cativa o jogador a prosseguir para saber como acabará ou quais as reais intenções de cada personagem.

Apesar de ser cativante, o ritmo com que a história de Ghostwire: Tokyo é contada é bem devagar. Então, alguns jogadores podem ficar frustrados ao descobrir alguns segredos somente quando estiverem perto do fim da campanha.

Por outro lado, a duração da campanha, contando apenas as missões principais, gira em torno de 15 horas. Assim, o jogo não acaba oferecendo uma experiência cansativa. Não somente isso, o jogo acerta em outros pontos na história, como na forma em que a relação entre Akito e KK evolui.

Um mundo incrível, mas que poderia ser mais explorado

O maior destaque de Ghostwire: Tokyo fica por conta de sua ambientação impecável. O jogo coloca os jogadores no bairro de Shibuya e, apesar de não trazer um mundo tão grande em comparação a outros títulos de mundo aberto, encanta pelos detalhes.

Ghostwire Tokyo (2)

Imagem: reprodução/TecMasters

Cada rua de Ghostwire: Tokyo se mostra diferente e, além de apenas caminhar pelas ruas, o jogador também poderá andar por cima dos prédios. Aqui, inclusive, a tarefa nem sempre é fácil, uma vez que o jogador tem poucas técnicas para subir e, então, precisa achar o caminho certo para fazer isso.

Ghostwire Tokyo - prédios

Imagem: reprodução/TecMasters

Em relação a essa parte de explorar os terraços e topos de prédios, apesar de parecer uma crítica a “falta de liberdade”, eu considero que dificultar o acesso a essas partes foi um acerto, uma vez que facilitar essa tarefa poderia diminuir ou inibir outras “qualidades” do mapa.

Se por um lado o jogo acerta demais na ambientação, infelizmente, o mesmo não pode ser dito em relação a atividades para serem realizadas. De forma geral, o jogador encontrará mais lojas espalhadas pelo mapa e construções que, em sua maioria, não podem ser exploradas por dentro, a não ser no caso de missões específicas.

Com uma campanha de aproximadamente 15 horas, a verdade é que o Ghostwire: Tokyo ainda tem bastante conteúdo secundário para prender os jogadores por mais tempo. O mapa do jogo possui inúmeras missões secundárias, que trazem algumas histórias divertidas e forçam uma exploração melhor do mapa.

O único problema é que essas missões, na maioria das vezes, concedem apenas dinheiro e experiência. Honestamente, eu senti falta de ser recompensado com itens ou algo que me ajudasse a evoluir de uma forma diferente.

Já para poder explorar o mapa por completo, o jogador também precisa encontrar portões Torii, que tirarão a névoa ao serem purificados. No começo, a mecânica é até divertida, mas com o tempo se torna um tanto cansativa.

Combate e sistema de evolução

Em Ghostwire: Tokyo, diferentemente de outros shooters, os jogadores não usam armas convencionais ou futuristas. A principal arma do jogo é chamada de “Tecelagem Etérea”, que faz com que Akito use a sua a mão como arma para disparar tiros de elementos, como água, vento e fogo.

No começo, essa diferença se mostra interessante e cada elemento realmente atua de forma bem diferente. Além da “Tecelagem Etérea”, os jogadores também têm acesso a um arco e flecha, mas que é mais utilizado em alguns momentos específicos onde é necessário atuar mais no modo “stealth”. Por fim, os jogadores também ganham talismãs, que podem funcionar como um tipo de magia, mas que nem sempre são “armas”.

Ghostwire Tokyo - combate

Imagem: reprodução/TecMasters

De forma geral, o combate do jogo acaba sendo até que dinâmico e tem mesmo até um sistema, bem simples, de parry. Apesar dos elogios, o problema é que existe uma falta de variação, que deixa o jogo cansativo.

Por exemplo, através da Tecelagem Etérea, os jogadores têm o acesso a apenas três elementos, que são liberados logo nas primeiras horas de jogo. Dessa forma, apesar do combate do jogo até ser divertido, o fato de estar sempre com as mesmas “armas” torna a experiência mais massante.

Outro ponto que quebra o ritmo do combate fica pelo fato do jogador ter que estar em uma busca constante por “munição” para poder usar a Tecelagem Etérea. Isso pode ser feito de formas diferentes, como ao derrotar inimigos ou ao quebrar objetos que estão marcados com um tipo de “gosma”.

Ghostwire Tokyo - munição

Imagem: reprodução/TecMasters

Além da questão das armas, a variedade de inimigos vistos em Ghostwire: Tokyo não é muito grande. Entretanto, ao menos nos chefes, o jogo consegue variar bem e as batalhas acabam dando uma boa dose de emoção.

Já uma parte em que o jogo acerta é no sistema de evolução do personagem, que é simples, mas competente. Ao derrotar os inimigos, coletar espíritos e completar missões, assim como em outros RPGs, o jogador recebe alguns pontos de experiência, mas também “Pontos de técnica”.

Estes “Pontos de Técnica” podem ser utilizados para melhorar diferentes aspectos do personagem. Por exemplo, é possível desde melhorar a cadência de disparos da “Tecelagem Etérea” até poder carregar mais itens consumíveis.

Além disso, no mapa, os jogadores também encontram alguns tipos de templos e estátua que ajudam a melhorar a quantidade de vida, éter (munição dos poderes de Tecelagem Etérea) e outros itens.

A árvore de habilidades, que pode ser vista na imagem acima, não é tão vasta, mas o fato de cada item dali realmente se mostrar útil a torna bem eficaz. Já outra vantagem da mesma não ser tão grande fica pelo fato do jogador poder evoluir rapidamente.

Ghostwire Tokyo vale a pena?

O Ghostwire: Tokyo foi uma agradável surpresa para mim e me cativou a jogá-lo do início ao fim, principalmente, por conta de sua temática diferente. A sua história pode até ser um pouco clichê e demora a engrenar em alguns momentos, mas o tamanho de sua campanha é perfeito para apreciá-la e não a torna tão cansativa.

Os jogadores que procuram passar mais tempo no título, até podem se contentar com as missões secundárias, mas não verão muita “evolução” ou não se sentirão tão recompensados. Já o maior contra do jogo é a sua pouca variedade de “armas”, ou até mesmo de poderes, que deixam o jogo mais repetitivo.

Mesmo tendo seus defeitos, no placar geral, são vistos mais acertos do que erros e o Ghostwire: Tokyo consegue entregar uma experiência interessante.

A análise foi feita no PC a partir de uma cópia enviada pela Bethesda.

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