Os problemas de segurança continuam sendo verdadeiras “pedras no sapato” para as plataformas de criptomoedas. Em mais um recente caso de roubo de ativos digitais, a empresa de negociação global de ativos BitMart chegou a perder o equivalente a US$ 196 milhões, de acordo com o Coindesk.

As apurações iniciais indicam que o intruso conseguiu violar as carteiras Ethereum e Binance da plataforma por volta das 16h30 (horário de Brasília) do último sábado (4) e realizou uma enxurrada de transferências. O criminoso então prosseguiu com o roubo ao realizar operações com diversos outros tokens — incluindo Shiba e USDC.

Por ora, a identidade do cibercriminoso (ou de um possível grupo) segue como incógnita. O problema é que identificar o autor do roubo de criptomoedas não será fácil, uma vez que os fundos roubados foram enviados para um serviço de mixagem do Ethereum, o que dificulta o rastreamento dos ativos.

Diante da situação, o fundador da BitMart congelou novos saques “até novo aviso”, além de afirmar que está revisando a segurança da plataforma. Segundo o executivo, apenas uma “pequena porcentagem” dos tokens da companhia estão em risco, mas não se sabe ainda quantos usuários foram afetados.

Segurança ainda é um problema para as criptomoedas

É certo que a ação criminosa contra as carteiras de criptomoedas não se compara a outros grandes casos de roubos digitais (como o invasor da Poly que roubou US$ 610 milhões, por exemplo). Ainda assim, a Coindesk observa que o recente evento é um dos maiores hacks de troca de centralizados da história.

Talvez esta seja mais uma prova do quanto a segurança precisa ser desenvolvida nos ambientes de ativos digitais. Se as criptomoedas e tokens prometem ser o “dinheiro do futuro”, as companhias terão que aprimorar seus sistemas de proteção para que este mercado faça jus à visibilidade que tem ganhado nos últimos anos.

Fonte: Engadget

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