Joe Biden, atual presidente dos Estados Unidos, assinou na última quinta-feira (11), uma lei bipartidária que proíbe empresas como a ZTE e a Huawei de obter aprovações para licenças de equipamentos de rede nos EUA.

Seguindo o histórico de desconfianças contra companhias chinesas – algo que se iniciou no governo de Donald Trump, ex-presidente do país -, a legislação impede que a Federal Communications Commission (FCC) revise ou aprove novos pedidos para equipamentos de rede que representem ameaças à segurança nacional.

As proibições contra ambas as empresas começaram no ano passado, quando a FCC descobriu laços estreitos das companhias com o Partido Comunista Chinês.

“Uma vez que determinamos que a Huawei ou outro equipamento representa um risco inaceitável para a segurança nacional, não faz sentido permitir que o mesmo equipamento seja comprado e inserido em nossas redes de comunicações, desde que não haja dólares federais envolvidos. A presença desses itens inseguros em nossas redes é uma ameaça”, disse Brendan Carr, comissário da FCC.

Carr foi um grande defensor da aprovação da legislação. Desde março, ele apela para que as leis fossem aprovadas por Biden. Na época, ele argumentou que a FCC havia autorizado o uso de três mil equipamentos de rede da Huawei.

Além da Huawei e da ZTE, outras empresas chinesas foram sinalizadas como ameaças pelos EUA. Dentre elas estão a Hytera Communications Corporation, a Hangzhou Hikvision Digital Technology Company e a Dahua Technology Company.

Com a repressão dos EUA focada principalmente na Huawei, a gigante chinesa confirmou uma queda acentuada em sua receita no primeiro semestre. Grande parte disso é atribuído a outros países que também seguiram o exemplo de proibições.

Agora, segundo Eric Xu, presidente da empresa, o objetivo é tentar sobreviver de forma sustentável no futuro.

Via: ZDNet

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