Expansão dos 5G nos EUA será atrasada por preocupação de interferência em aviões - Imagem: Rawpixel / Unsplash

O cronograma de implementação do 5G na faixa de 3,5 GHz no Brasil pode sofrer alterações e o prazo pode ser encurtado – o que, na prática, significa que a nova rede estaria em funcionamento antes do previsto. Isso porque o Gaispi, Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz, anunciou nesta terça-feira (15) que essa mudança é permitida.

Mas é preciso considerar também que encurtar o prazo pode até ser uma alteração possível, mas isso não significa que será de fato concretizado. Afinal, o ponto mais crítico desse desafio é de fato liberar todas as faixas de 3,5 GHz.

Até por isso, o conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e também presidente do Gaispi, Moisés Moreira, ressaltou que, para ter o adiantamento, é preciso, no entanto, que algumas condições sejam cumpridas.

“O edital permite antecipar a implantação em determinado município ou polígono”, sinalizou, durante o Seminário Políticas de (Tele)Comunicações, promovido pelo Teletime. “Só que, para isso, certas condições devem ser satisfeitas: a desocupação da faixa deve ter sido realizada e também deve ser possível a migração no local”.

Implantação do 5G na faixa de 3,5 GHz

A previsão de implantação para ativação do 5G está prevista para 30 de junho deste ano. Vale lembrar que a faixa de 3,5 GHz é considerada a mais importante.

Dois fatores, no entanto, deixam o cenário positivo. O primeiro é com relação ao histórico de liberação ocorrido com a faixa de 700 MHz, além da constituição da Entidade Administradora da Faixa (EAF) que já está formalmente constituída desde o início desta semana.

“Um grande elo que vai permitir o funcionamento é uma grande confiança entre todos os atores envolvidos”, argumentou na ocasião o vice-presidente de relações institucionais e regulatórias da TIM, Mario Girasole.

Moreira também ressaltou que, para dar andamento aos trabalhos, o Gaispi se dividiu em seis grupos técnicos que já estão atualmente em funcionamento e são responsáveis também pelo cumprimento das obrigações da rede privativa do governo e do Programa Amazônia Integrada e Sustentável (PAIS). A próxima reunião do grupo está prevista para 23 de fevereiro.

Via: Teletime e Mobile Time

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