Querendo ou não, a chegada de videogames mais recentes — junto de seus blockbusters — acabou “enterrando” clássicos de gerações passadas. Mas para Phil Spencer, chefe do Xbox, há uma boa alternativa para preservar os títulos de outrora: a emulação de games.

É claro que isso envolve impasses com copyright e uma séries de questões legais. No entanto, o executivo defendeu, em uma recente entrevista à Axios, que uma atenção maior à emulação legal de jogos poderia aumentar o “prazo de validade” de games mais antigos.

“Minha esperança — e acho que devo apresentá-la dessa forma a partir de agora — é de uma indústria em que trabalharíamos em emulação legal que permitisse que o hardware moderno rodasse (dentro do razoável) qualquer executável mais antigo, permitindo que alguém jogasse qualquer jogo”, afirmou o executivo.

Emulação legal pode ser uma boa pedida

A declaração é encarada como uma ótima notícia para a comunidade gamer como um todo. Focar somente em jogos next-gen — ou mesmo em remakes — exige tempo e investimento. Logo, reviver títulos do passado não só ajuda a preservar algumas propriedades intelectuais, como também pode atrair a atenção dos jogadores.

Nesse sentido, o Xbox tem feito sua parte. No começo da semana, mais de 70 jogos antigos do Xbox tornaram-se compatíveis com os consoles mais atuais da Microsoft — uma boa alternativa para preservar títulos da geração passada.

As rivais não ficam para trás. O Nintendo Switch recentemente adicionou emulação de games antigos do Nintendo 64 e Mega Drive em seu serviço online. Já o PS Now, do PlayStation, oferece acesso a diversos jogos do PS3 e PS2, por exemplo.

Novamente, desenvolver emuladores legais para títulos protegidos por copyright pode ser algo complexo. Mas talvez com um amplo apoio da indústria de jogos, a emulação pode ser algo mais que viável, “matando” nostalgias e apresentando clássicos para uma nova geração de jogadores.

Fonte: TechRadar

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