A Casa Branca divulgou que planeja conectar praticamente todos os cidadãos do país à banda larga em 2030. O plano de banda larga universal foi divulgado pela secretária do comércio, Gina Raimondo. A ressalva é que a verba aprovada para a iniciativa pode não ser suficiente e levar anos para chegar ao destino.

Aumentar a população conectada à banda larga é de interesse do governo e das empresas dos EUA, especialmente as de tecnologia, afirmou a NBC. Para discutir o plano, a representante do governo reuniu-se com o CEO da Etsy Josh Silverman, o CEO da eBay Jamie Iannone, o co-fundador do Airbnb Nathan Blecharczyk e a CFO da Block (ex-Square) Amrita Ahuja.

Banda larga é importante para empreendedorismo feminino

Para o governo, a conectividade é a chave para inclusão da população desfavorecida. Boa parte dessa população seria formada por mulheres, principalmente pequenas empreendedoras que vendem online ou alugam quartos de suas casas. A maioria das mulheres não voltou ao mercado de trabalho após perder o emprego na pandemia e segue como empreendedora independente.

A verba para a banda larga universal viria da lei de infraestrutura, aprovada em novembro pelo presidente Biden. Cerca de US$ 1 trilhão será dedicado a reconstruir a infraestrutura do país e US$ 65 milhões é destinado exclusivamente ao plano de conectividade. Há ainda uma verba de quase US$ 40 milhões destinada aos estados que pode ser utilizada.

Primeiros a receber a verba serão nações indígenas

Uma parte pequena da verba aprovada já chega a líderes de nações indígenas dos EUA, para fomentar a conectividade regional. Entretanto, provisões de verbas para empreendedores rurais, por exemplo, podem levar até 3 anos para regulamentação e chegar ao destino viraria décadas.

Outro problema é dimensionar o número exato de pessoas sem acesso à banda larga nos EUA. Para a FCC, Comissão de Comunicações Federal, seriam 14,5 milhões de pessoas. Já organizações como a Broadband Now afirmam que 42 milhões não têm acesso à internet. A Microsoft afirma que, ainda que tenham acesso à banda larga, metade dos americanos não utiliza a internet rápida.

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