Desde 2013, funcionários da Apple tentam ganhar na justiça um ressarcimento pelo tempo gasto sofrendo revistas obrigatórias por parte da empresa sempre que eles deixavam o trabalho. Agora, 8 anos depois da ação inicial, a companhia está oferecendo US$ 30 milhões para tentar fechar um acordo sobre o caso.

Para os advogados de acusação e representantes dos trabalhadores, o acordo é uma vitória incontestável de seus clientes depois de tanto tempo de luta judicial.

Apple diz que iPhone é essencial (mas nem sempre)

O caso não é exatamente complexo, mas envolve uma série de particularidades e controvérsias bem próprias da Apple. É fato conhecido que a Empresa da Maçã leva bem a sério as questões de confidencialidade de seus projetos para evitar que um novo produto ou serviço vaze antes da hora.

Para garantir seus segredos corporativos, a companhia revistava bolsas, mochilas e celulares de seus funcionários diariamente ao final do expediente. O problema? Esse processo, que podia levar de 5 a 20 minutos, não era remunerado pela empregadora e, com o tempo, os empregados se sentiram lesados por, afinal, ainda estarem sob o controle da empresa.

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Imagem: freestocks on Unsplash

Foi questão de tempo até, em 2013, um grupo deles entrar com um processo contra a Apple. Inicialmente, a marca levou a melhor por afirmar que os funcionários poderiam escapar da revista simplesmente não levando bolsas e iPhones ao trabalho.

Porém, logo que o caso chegou à corte californiana, a história mudou de figura. Isso porque o juiz entendeu que o argumento conflitava com toda a comunicação oficial da Apple e até com pronunciamentos de seu CEO. Em entrevista, Tim Cook chegou a dizer que o iPhone é tão essencial que você nem ousa pensar em sair de casa sem ele. Touché.

Se a oferta feita pela Maçã for aceita, cerca de 12 mil funcionários da empresa podem receber uma compensação de até US$ 1.200. Será que eles vão comprar um iPhone com esse valor?

Fonte: Engadget

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