O 5G standalone será implantado primeiro no Brasil entre todos os países da América Latina a contar com a quinta geração de banda larga móvel. Conhecido também como 5G “puro”, o standalone é o melhor padrão de conectividade da Internet móvel da nova tecnologia.

O padrão deve começar a funcionar nas capitais do País em 2022. Atualmente há um padrão de transição em funcionamento que depende de conexão com a rede 4G.

Segundo o Ministério das Comunicações, existe ainda a possibilidade do 5G puro chegar a áreas de Brasília e São Paulo até o fim de 2021.

O standalone é o tipo de conexão que começa a ser adotado pelas operadoras de telefonia móvel vencedoras do leilão 5G, realizado no dia 4 de novembro. Na ocasião, foram definidas as autorizações de uso para as faixas de radiofrequência de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz.

A diferença fundamental do 5G puro será a oferta plena das potencialidades da rede. A conexão de transição atual, disponível em vários países da América Latina — a 5G DSS — compartilha a atual rede da tecnologia 4G.

A expectativa é grande. O padrão aumenta a velocidade das taxas de transmissão, reduz o tempo de resposta da rede (baixa latência), possibilita milhões de dispositivos conectados em uma mesma área e diminui o consumo de energia dos aparelhos.

A ideia é que a conectividade traga espaço para mudanças em diversos segmentos, como agropecuária, comércio, educação, indústria, saúde ou serviço. Melhor comunicação pode tornar as cadeias produtivas mais ágeis.

Cidades Inteligentes e Conectadas pelo 5G

Imagem: Unsplash

…até 2028

No edital do leilão está prevista a adoção da tecnologia em todo o Brasil até 2028. Os padrões de conectividade são determinados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência das Nações Unidas (ONU) voltada ao tema, com apoio da 3GPP, uma organização que reúne engenheiros de todo o mundo.

Atualmente, o padrão 5G DSS (Compartilhamento Dinâmico de Espectro, da sigla em inglês) está disponível em 15 países, inclusive no Brasil. A tecnologia de transição foi avalizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em meados de 2020, quando as operadoras começaram a comercializar o padrão com o nome genérico de 5G.

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