Imagem: jamesteohart/shutterstock.com

A espera pela ativação oficial do 5G no Brasil está acabando e não deve atrasar. Segundo o CEO da Ericsson para o Cone Sul da América Latina, Rodrigo Dienstmann, as capitais brasileiras já devem receber o chamado 5G standalone, ou o 5G “puro”, até julho de 2022 – mesmo considerando a instabilidade do cenário econômico.

A meta, determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é de ativação das redes até 1º de julho.

O atraso na implantação era um receio antigo, já levantado até mesmo pelo próprio Ministério das Comunicações, fora o atraso que englobou todos os adiamentos do leilão de faixas.

Vale ressaltar que os contratos com operadoras estão atrelados ao preço do câmbio, então a flutuação do dólar também pode impactar na implantação, visto que os equipamentos ficam mais caros com a desvalorização do real. Além desse desafio, também há a questão da escassez de componentes que também impacta na entrega.

Dienstmann, no entanto, afirma que esses fatores ainda não são impeditivos e não devem afetar as entregas no curto prazo, afirmou ele a jornalistas nesta quinta-feira (17).

Segundo o CEO, as operadoras móveis têm pressa em ativar as redes 5G, porque “quem colocar a rede no ar antes tem uma vantagem competitiva” e isso também corrobora com a ideia de que os atrasos não devem ser uma opção em pauta. Especialmente porque o 5G, diferentemente do 4G, permitirá às teles explorar novas fontes de receita, segundo Dienstmann.

Do lado da Ericsson, o executivo afirma que a empresa já ajustou a demanda e prevê equipamentos e componentes suficientes para manutenção da linha de produção pelo menos até o fim do semestre.

“Nossa providência foi fazer um estoque preventivo para fugir disso. E agora estamos mudando a matriz de fornecedores, diversificando. Nossos fornecedores também, eles estão diversificando suas cadeias, abrindo fábricas em mais países. Até o final do segundo trimestre estamos com produção em dia, com nossos clientes sendo implantados. Mas todo dia tenho que ver o relatório de supply chain”, falou.

Via: Telesíntese

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