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A chegada do 5G ao Brasil acelera a necessidade de as empresas repensarem e criarem novos aplicativos, mais rápidos e interativos para envolver seus clientes e aprimorar a dinâmica dos negócios.

A banda larga móvel de quinta geração proporcionará uma agilidade de conexão com possibilidades infinitas. E ter uma tecnologia de ponta será fundamental, por isso, todos os setores precisam estar preparados para se adaptar e buscar soluções rápidas para manter seus negócios relevantes.

O engajamento com a equipe e clientes tornou-se uma prioridade máxima para as empresas durante a pandemia. Para aproveitar o poder da conectividade 5G, será fundamental ajudar as marcas a manter ou ganhar participação de mercado. Neste momento, os CIOs (Chief Information Officers) e CTOs (Chief Technology Officer) estão perdendo o sono para desenvolver aplicativos que podem se tornar obsoletos da noite para o dia, mas com a base correta, esse processo pode ser muito mais simples e sem dores.

desenvolvedor trabalhando em aplicativos

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O low-code no “momento” 5G

O low-code é um aliado, combinando um desenvolvimento extraordinariamente rápido, visual e focado em modelos com uma plataforma moderna em nuvem, construída em torno de IA, DevOps e segurança. Os aplicativos levam poucas semanas para serem desenvolvidos e uma atualização pode ser feita em apenas algumas horas, podendo ser rapidamente integrados, conectados e executados da forma que uma empresa precisa, onde quer que sejam necessários.

aplicativos no 5G

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O futuro do desenvolvimento começa pelos desafios que o modelo tradicional apresenta, e identificar as ferramentas que permitam às equipes de TI a enfrentar os entraves. Os CIOs e CTOs devem investir tempo em uma avaliação cuidadosa das novas ferramentas e plataformas de desenvolvimento. É necessário que tenham em vista a agilidade para as mudanças futuras ou saber se o sistema integra a processos já existentes, portanto é importante estar atento a estas potenciais armadilhas.

Segundo estudo feito pelo Gartner, até 2025, mais de 85% das organizações adotarão sistemas integrados na nuvem e 95% dos novos projetos já serão implantados em plataformas cloud native. O low-code ou o no-code estarão em 70% dos novos aplicativos, contra os menos de 25% em 2020.

Mão de obra escassa

Este é um período criticamente importante para as empresas porque os profissionais com as habilidades corretas de desenvolvimento digital são escassos no Brasil e no resto do mundo. Segundo dados da Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais -, até 2025 o mercado brasileiro vai demandar 160 mil novos programadores por ano, o que mostra uma crescente na procura e importância de se pensar em soluções cada vez mais ágeis, práticas e perenes.

Como o 5G traz mobilidade, com velocidade e longo alcance, a tecnologia acabará por tornar as equipes de TI melhores e mais rápidas na produção das aplicações, priorizando o mobile first em seus projetos, que parte do desenvolvimento de aplicações para dispositivos móveis e só depois levar os mesmos recursos para outros devices, colocando uma aplicação completa no ar em poucas semanas, adaptando-se às mudanças futuras.

Com isso, ressaltamos que o low-code automatiza a parte tediosa do trabalho e as equipes podem se concentrar em entregar real valor aos projetos, enquanto os desenvolvedores conseguem focar em partes mais criativas e interessantes do trabalho. Uma empresa estando tecnologicamente preparada para as mudanças, sai na frente para aproveitar todas as vantagens que a conexão 5G trará para o mundo.


Adeisa RomãoAdeísa Romão é diretora comercial da OutSystems no Brasil. Profissional de TI com mais de 30 anos de experiência, sempre foi apaixonada e motivada pela maneira que a tecnologia interfere e contribui no cotidiano das pessoas. Formada na primeira turma de Ciências da Computação da Universidade de Taubaté e com MBA Executivo pelo Insper, trilhou sua carreira em diversos projetos relevantes com equipes multidisciplinares, contribuindo no resultado de grandes multinacionais do setor.

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