Imagem: Brenda Rocha - Blossom/Shutterstock

No dia 4 de março, o Pix registrou um novo recorde no número de transações diárias, mais de 58 milhões. De acordo com o Banco Central (BC), atualmente estão registradas e ativas 408,6 milhões de chaves no Brasil, representando 122 milhões de usuários no país.

Com um número tão grande de usuários, não é à toa que os golpes envolvendo o Pix tenham se multiplicado também. Assim, é importante ter em mente dicas simples para não cair em golpes, confira.

1. Cuidado ao criar sua chave Pix

Um dos golpes que iniciantes no Pix podem ter é cair em páginas ou arquivos falsos para roubar dados. São criadas páginas de banco muito semelhantes às oficiais para redirecionar os alvos do golpe para sites falsos e, neles, roubar seus dados bancários.

Para começar a usar o Pix, os usuários devem cadastrar uma chave – que pode ser um telefone, e-mail, CPF ou uma chave aleatória. O usuário deve se certificar que está na página oficial do seu banco antes de inserir qualquer dado.

2. Falsa central de atendimento do banco

Golpistas podem atrair usuários a realizar transações para chaves Pix desconhecidas com mensagens falsas, simulando ser da central de atendimento do banco. Os golpistas podem ainda ligar para a vítima e dizer que são funcionários do banco ou de uma organização de crédito.

O objetivo é obter as informações necessárias da vítima para que possam invadir sua conta ou ainda convencer à realização de Pix para saldar dívidas. Informações como senhas e dados pessoais como CPF e RG não podem ser fornecidos por telefone, os bancos não fazem esses pedidos.

3. O Pix “lucrativo”

Uma das maneiras de enganar os usuários do Pix é o golpe da negociação lucrativa. São mensagens falsas, que prometem pagamentos lucrativos ou retorno de investimento a quem fizer o Pix para determinada chave.

Os golpistas podem ainda fazer mensagens dizendo que o banco está com falha no sistema e o usuário deve “aproveitar” para fazer o Pix e ganhar um retorno em dobro ou triplo. O Pix é uma forma de pagamento criada pelo Banco Central do Brasil e todos os acontecimentos relativos a ele são divulgados na página do banco.

4. O falso QR Code

Uma das maneiras de realizar o Pix, especialmente em estabelecimentos comerciais, é através do uso de QR Code. O código quadrado é reconhecido por muitos como uma evolução do código de barras.

Golpistas se aproveitam da tecnologia, simulando QR Codes de lojas para atrair pagamentos, especialmente com ofertas imperdíveis em redes sociais. Não aceite QR Codes de “promoções especiais” que não sejam os oficiais das lojas. Quando a transação é online, o código só aparece no final. Quando o QR Code está na loja física, vá até o caixa e confirme a chave correta para o pagamento.

5. Pagamento pelo WhatsApp

Diversos golpes podem ser aplicados com o WhatsApp e o usuário deve estar atento para não fazer pagamentos via Pix a bandidos.

Com os vazamentos de dados e pesquisas em redes sociais, golpistas obtêm informações como fotos de perfil, contatos familiares e localização. Essas informações podem ser utilizadas para pedir transferências de dinheiro.

Outro tipo de golpe bastante comum é a clonagem do WhatsApp com a transferência do número da vítima para outro aparelho. A checagem de informações é a chave para combater todos esses golpes: ligue, peça mensagens de áudio ou ainda confira pessoalmente com quem pede o pagamento.

Como proceder caso tenha caído em um golpe

Caso tenha caído em algum golpe envolvendo o Pix, os passos para defender-se são semelhantes aos de qualquer golpe.

  • Faça um boletim de ocorrência, pode ser feito online ou na delegacia.
  • Procure o banco, serviço de pagamento ou loja que possam estar sendo usados para o golpe e avise-os para que tomem providências contra os golpistas.
  • Veja com seu banco a possibilidade de utilização do Mecanismo Especial de Devolução, que permite o retorno do pagamento em casos de fraude.
  • Registre uma reclamação no Banco Central caso seja vítima de erros de uma instituição financeira.

O Pix é um meio de pagamento que cresce cada vez mais entre os brasileiros e fazer as transações com segurança é a melhor maneira para continuar utilizando-o sem preocupações.

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