Imagem: Divulgação/Netflix

Lançado em 1996, Yu-Gi-Oh! rapidamente tornou-se um ícone da cultura geek ao popularizar um dos jogos de cartas mais famosos de todos os tempos. A obra surgiu no papel, mas em pouco tempo ganhou visibilidade e se expandiu para as telinhas e telonas, além do universo de jogos — digitais e físicos.

Muita coisa aconteceu nesses 26 anos, mas o fato mais recente envolvendo a obra, infelizmente, não é positivo: na última quarta-feira (6), o corpo de Kazuki Takahashi (60), criador de Yu-Gi-Oh!, foi encontrado no oceano a 300 metros da costa de Nago (Japão). A causa da morte ainda está sob investigação.

Remexer gavetas à procura daquela carta antiga ou rever alguns episódios do anime podem ser formas para prestar tributo a Takahashi. Mas outra boa maneira para homenagear o artista é relembrando algumas curiosidades — muitas delas não conhecidas — sobre a principal obra de sua carreira.

Yu-Gi-Oh! surgiu de um mangá

Mangá Yu-Gi-Oh!

Imagem: Reprodução

Embora muitos tenham conhecido a série pelo anime, Yu-Gi-Oh! surgiu originalmente nos mangás. O início da carreira de Kakuzi Takahashi não foi lá de grande sucesso, mas tudo mudou quando o artista lançou Yu-Gi-Oh! em 1996, publicado pela revista Weekly Shonen Jump.

Apenas em 1999 que a obra ganhou uma versão colecionável física do jogo de cartas e, um ano seguinte, uma adaptação para anime.

Jogo de cartas não era o foco inicial

Yu-Gi-Oh!

Imagem: Erik Mclean/Unsplash

Por mais bizarro que pareça, o foco da série não era exatamente o duelo de cartas de monstros. Na trama original do mangá, o protagonista Yugi Muto depara-se com diversos conflitos que são resolvidos por meio de jogos variados. O game de cartas, no entanto, foi introduzido apenas ao longo da trama.

Inspiração em Magic: The Gathering

Magic The Gathering

Imagem: Divulgação/Wizards of the Coast

Outra curiosidade é que o jogo de cartas visto em Yu-Gi-Oh! foi inspirado em outro Trading Card Game (TCG) clássico: Magic: The Gathering. Tanto que no mangá, o game de cartas era chamado de “Magic and Wizards” — uma clara alusão ao TGC original de Magic, lançado em 1993.

Fato é que a inspiração foi certeira. O sucesso foi tamanho, que Takahashi teve de mudar o foco do mangá Yu-Gi-Oh! para o jogo de cartas e lançou o TGC físico da série em 1999, muito em função da demanda dos fãs.

Recordes no Guinness Book

Guinness Book

Imagem: Divulgação/Guinness/Book

Talvez muitos não saibam, mas Yu-Gi-Oh! já figurou no livro dos recordes algumas vezes. Em 2009, a obra ganhou o posto de jogo de cartas mais bem sucedido com mais de 22 bilhões e meio de cartas vendidas. Em 2011, isso voltou a se repetir, com mais de 25 bilhões de cards vendidos até aquele ano.

Atualmente, a série detém dois títulos no Guinness Book: a série de estratégia baseada em turnos mais vendida nos consoles e o maior torneio de Trading Card Games do mundo.

Franquia segue relevante em 2022

Yu-Gi-Oh! Master Duel

Imagem: Divulgação/
Konami Digital Entertainment

A última das curiosidades é que, mesmo após 26 anos, Yu-Gi-Oh! continua relevante. Segundo a Konami, o ano fiscal encerrado em março deste ano resultou em uma receita de US$ 2,3 bilhões. E o destaque foi para o game Yu-Gi-Oh! Master Duel que bateu a marca dos 30 milhões de download em apenas três meses.

E a julgar que a criação de Takahashi pôde construir um império estimado em US$ 90 bilhões, é difícil imaginar que ela não continue fazendo sucesso nos próximos anos.

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